Janeiro Branco: a importância da saúde mental da gestante

Conheça os sintomas de depressão pós-parto e saiba como diminuir as chances de desenvolvê-la

Este mês é marcado pela campanha Janeiro Branco, que tem como principal lema a reflexão sobre a importância do cuidado com a saúde mental da gestante e da puérpera – aquela que acabou de dar à luz. Como o mês marca o início de um novo ano, muita ansiedade acontece nessa época de planejamento para o futuro. O mesmo pode se dar com a gestação, um período de mudanças, transformações no corpo, na rotina e nas emoções, em que é necessário um olhar para a qualidade de vida emocional da futura mamãe durante a gravidez e após o nascimento do bebê.

Neste blog, vamos entender como a gestante pode perceber sinais de que as suas emoções não estão bem e o que pode ser feito para evitar a depressão pós-parto.

Como cuidar da saúde mental da gestante

As gestantes não passam apenas por mudanças no corpo, que causam dor de cabeça, cólicas, enjoo e inchaço nas pernas, entre outros desconfortos, mas também por alterações hormonais, que mexem com as suas emoções. Elas também têm preocupações e ansiedade em como será a criação do seu filho e o crescimento dele, entre tantas novidades que envolvem a maternidade. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a depressão pós-parto é uma condição que engloba uma variedade de mudanças físicas e emocionais que muitas mulheres têm depois de o bebê nascer. Segundo o Dr. Renan Mendes, obstetra da Maternidade Brasília, é possível identificar alguns sinais de que a saúde emocional da gestante não vai bem como: tristeza, instabilidade emocional, choro fácil, paciente mais cabisbaixa, com perda de peso, sem desejo de realizar as atividades cotidianas. É o mesmo quadro de uma paciente ansiosa, depressiva e que pode ser agravado pelo fator hormonal da gestação.

O médico ainda acrescenta que não existe uma condição hereditária para explicar a depressão pós-parto, mas hormonal e biológica. No momento em que o bebê nasce, é retirada a placenta da paciente, que é a fonte hormonal dela nesse momento, que vai cair do nível de 100% para 0%. E essa queda brusca na taxa hormonal vai levar ao aumento do índice de instabilidade e fragilidade emocional da mãe, associado às mudanças de rotina, à privação do sono, ao fato de ela ter que acordar de duas em duas horas, à amamentação, que pode machucar os seios, à perda da autoestima – muitas se acham feias diante do espelho –, entre outras dificuldades, fatores que favorecem o quadro de depressão pós-parto.

Dicas para cuidar da saúde mental durante a gravidez

O Dr. Renan explica que a gestante pode, desde o período gestacional, ter uma atividade física adequada e regular, um ambiente familiar bom, fazer cursos de pré-parto e ter cuidados neonatais para que, depois, não sofra um grande impacto para cuidar do bebê. Ela pode se preparar, estudar, organizar um ambiente familiar mais aconchegante, tudo isso pode favorecer e ajudar a gestante. Pode contar também com um acompanhamento psicológico, além do médico obstetra, e até mesmo usar medicações para tratamento, caso tenha indicação médica. Confira algumas dicas diárias preventivas:

Coma bem

Escolha uma dieta balanceada com frutas e verduras e beba bastante água, isso melhora o humor. Alguns alimentos previnem a depressão, como ovo, peixe, amendoim, leite, carne de frango, ervilha, amêndoa, abacate, couve-flor, batata e banana.

Tenha um tempo só seu

É natural ter uma série de preocupações na fase da gestação, o que gera ansiedade, seja no trabalho, seja em casa. Para equilibrar isso, escolha ter um tempo para fazer o que gosta em algum momento, durma bem e relaxe!

Pratique atividades físicas

Sob orientação médica, mantenha a prática regular de atividades físicas preparadas especialmente para a gestação. Isso faz com que a futura mamãe evite o ganho excessivo de peso e reduza a ansiedade e o estresse.

Converse

Não abra mão da sua rede de apoio – familiares, amigos, especialistas – e converse sobre os seus anseios, tire dúvidas, fale sobre os seus medos e expectativas, faça curso de gestantes. O acompanhamento pré-natal é fundamental para a saúde da mamãe e do bebê.

Como é o tratamento de pacientes com depressão pós-parto?

O obstetra explica que a puérpera pode iniciar o tratamento com o obstetra e ser encaminhada para o psiquiatra, que vai fazer uma avaliação minuciosa e prescrever medicação, se for o caso, ou até mesmo encaminhá-la para uma terapia específica. É fundamental que, ao perceber mudanças de comportamento durante a gestação ou após o parto, seja feito um acompanhamento médico para que o cuidado adequado seja disponibilizado à paciente.

Fonte: Dr. Renan Mendes, obstetra da Maternidade Brasília.

Futura mamãe: você está cuidando da sua saúde mental?

Desequilíbrios emocionais fora do comum devem ser abordados com atenção nessa fase

O mundo está em constante transformação e gira em ritmo acelerado. Manter o estado emocional bem controlado diante de tanta agitação e das adversidades do dia a dia pode ser um desafio para a grande maioria das pessoas.

Quando se trata de encarar, em meio a tudo isso, nove meses de gestação, essa missão pode se tornar ainda mais delicada.

Afinal, a gravidez costuma ser uma época muito feliz e emocionante, mas é totalmente compreensível que a mulher não se sinta assim a todo momento. Ela pode ter sentimentos confusos sobre estar grávida ou pode achar difícil lidar com as mudanças e incertezas que esta situação peculiar traz para o corpo, para a mente e, enfim, para a vida como um todo.

Por isso, é normal sentir-se estressada ou ansiosa às vezes. Hoje, explicamos como é possível controlar esses sentimentos durante uma gestação.

O que é ter saúde mental?

Pode ser que a sua rotina te coloque frente a pequenas exposições ao estresse, que incluem exigências, mudanças repentinas, novos desafios, dificuldade de fazer certas escolhas, e por aí vai. Isso é perfeitamente comum e é importante entender que ninguém está imune a tais acontecimentos.

No entanto, vale ressaltar que para uma pessoa se sentir bem e ter mais qualidade de vida, precisa estar saudável mental e fisicamente, pois isso faz parte da saúde do corpo como um todo.

O termo “saúde mental” está relacionado à maneira como as pessoas reagem a determinados aspectos da vida, isto é, como lidam com seus sentimentos diante de experiências inesperadas, sejam elas boas ou ruins – medo, tristeza, amor, euforia, frustração, excitação, raiva, etc.

Tudo isso vai depender da sua estrutura emocional e de experiências próprias. Ser mentalmente equilibrado inclui também entender que não há perfeição e saber que em algumas ocasiões é necessário buscar ajuda. Não é demérito contar com amigos, familiares ou mesmo profissionais para lidar com confusões internas, conflitos ou mudanças importantes na vida (como uma gestação).

“A saúde mental é de suma importância para o desenvolvimento adequado da gestação, do feto e do vínculo entre a mãe e a criança. O não tratamento de quadros depressivos durante esse período, por exemplo, é associado a alterações no cérebro do bebê, o que pode ter consequências futuras de desenvolvimento da criança”, explica a Dra. Carolina da Rocha Machado Tajra, psiquiatra que atua na Maternidade Brasília.  

A especialista ainda afirma que quadros não tratados de transtorno bipolar e esquizofrenia estão associados a graves dificuldades de manutenção dos cuidados mínimos com a gestação e com a criança. “Manter a saúde mental antes, durante e depois da gestação é fundamental”, reforça.

Como o bem-estar da mente pode se refletir no corpo da gestante?

O bem-estar mental está associado a peso e nutrição adequados durante a gestação, fatos que favorecem o desenvolvimento saudável da criança.

Além disso, a gestante que está mentalmente bem tem mais condições de manter um controle adequado de glicose, praticar exercícios e atividades recomendadas durante o pré-natal.

A médica alerta que quadros psiquiátricos não tratados durante a gestação, especialmente a depressão, têm associação com maior índice de parto prematuro, recém-nascido pequeno para a idade gestacional e até mesmo o baixo peso ao nascer.

E quanto à depressão pós-parto?

Você sabia que a mulher que se mantém atenta a quaisquer sintomas pré-gestacionais e que prioriza um estilo de vida saudável está, indiretamente, prevenindo a depressão pós-parto?

A Dra. Carolina ressalta ainda que é essencial saber quando procurar ajuda, além de não adiar ou interromper tratamentos prévios sem recomendação médica.

Veja nossas sugestões para se sentir melhor

– Terapeutas: psicólogos, psicanalistas ou psiquiatras podem ser seus maiores aliados durante um momento complicado e conturbado em sua vida. Sabemos que as gestantes são acometidas por um turbilhão de hormônios durante essa fase, o que as impacta diretamente na forma de se sentir e se expressar. Estabelecer um acompanhamento profissional e especializado certamente irá fazer toda a diferença na sua forma de enfrentar hesitações ou obstáculos do cotidiano. E quanto mais cedo o tratamento começar, mais cedo você se sentirá melhor.

– Grupos de conversa: que tal buscar um grupo de apoio para gestantes? Nesse local, seja ele online ou presencial, você poderá dividir todas as suas preocupações e dúvidas com outras mulheres que saberão compreender exatamente o que você está passando, e essa troca pode ser muito benéfica para todas as envolvidas! O maior objetivo desses espaços é, justamente, possibilitar o compartilhamento de conhecimentos, afim de proporcionar mais confiança, bem-estar e segurança à futura mamãe para enfrentar cada fase.

– Rede de apoio familiar: assim como o neném que está por vir, uma mulher grávida também precisa de muito cuidado, dedicação e atenção. Esse suporte pode se dar de diversas maneiras, seja por meio de demonstrações e palavras de acolhimento e tranquilidade ou mesmo através de gestos significativos, como ajudar na preparação das refeições, na limpeza da louça e na organização da casa. Daí a importância de poder contar com um companheiro, familiares e amigos! Cada uma dessas pessoas terá como missão ajudar a tornar esse período ainda mais agradável e prazeroso para a gestante.

– Exercícios físicos: durante a gravidez, a atividade física pode significar um momento leve e, até mesmo, relaxante. Além de manter o corpo em movimento e impulsionar o condicionamento físico da mulher, essa prática também pode aliviar dores características desse período e, claro, influenciar totalmente na saúde mental, pois pode garantir uma maior estabilização nas variações de humor. E você já deve saber que, quando praticamos exercícios, o nosso corpo libera uma substância chamada endorfina, um hormônio que provoca a sensação de prazer e bem-estar.

– Atividades relaxantes como yoga ou meditação: durante a gestação, esses hábitos podem ajudar a mulher a manter o controle e aumentar a força física e emocional. Meditar estimula uma sensação de calma interior e tende a aumentar a concentração quando os sentimentos de tensão aparecem. Já a yoga promove o alongamento, a flexibilidade, o equilíbrio corporal, melhora a respiração, a postura e não possui impacto nas articulações.

Sigas as dicas acima! Todas são ótimas escolhas para você e para o seu bebê que está por vir! E não deixe de fazer o seu acompanhamento pré-Natal na Maternidade Brasília. Estamos prontos para atendê-la com uma equipe médica preparada e especializada para acompanhar todo o período gestacional, o nascimento do seu bebê e o período pós-parto.

Fonte: Dra. Carolina da Rocha Machado Tajra, psiquiatra que atua na Maternidade Brasília.  

A saúde da mulher em tempos de isolamento social

O organismo feminino tem particularidades no decorrer da vida, por isso precisa de cautela especial

A vida como conhecíamos mudou completamente nos últimos meses. Manter bons hábitos para preservar e incrementar a saúde, de modo geral, tem sido a chave para se sentir mais seguro durante a adaptação a esse novo cenário mundial. Alguns exames médicos não podem ser deixados de lado por causa da quarentena e, agora, você tem mais tempo do que nunca para incluir na rotina detalhes que podem fazer toda a diferença na sua qualidade de vida.

Cuide-se: não adie os exames essenciais

Ao longo da vida, geralmente são as mulheres que assumem o papel de fornecer cuidado e proteção aos outros, mas, muitas vezes, acabam se esquecendo da própria saúde. Cada fase da vida de uma mulher demanda certos tipos de atenção, resultando na necessidade de manter os check-ups em dia para que haja o direcionamento correto por parte do médico especialista.

“Na adolescência, o que mais preocupa é o risco de adquirir uma doença sexualmente transmissível (DST) ou uma gravidez não desejada. Já durante a fase adulta, o desejo de ter filhos e a prevenção do câncer passam a ser as preocupações mais importantes e, ao entrar na menopausa, o que mais se espera é ter uma boa qualidade de vida. Os exames mudam de acordo com a fase em que a mulher se encontra, mas, o que mais importa, é sempre pensar na prevenção como a melhor forma de se manter saudável”, alerta o ginecologista da Maternidade Brasília Dr. Evandro Oliveira.

Nesse contexto, certos exames são indispensáveis, pois ajudam a detectar problemas de saúde antes que evoluam para um estágio delicado e com menores chances de tratamento. O organismo da mulher tem particularidades que implicam a necessidade de realizar determinados exames regularmente, e a quarentena não deve ser um obstáculo nesse contexto.

Exames como a ultrassonografia transvaginal (para verificar problemas como cistos e infecções ou rastrear o câncer de ovário), o conhecido teste de Papanicolau (que checa a existência de câncer de colo do útero) e a mamografia (que detecta a existência de câncer de mama) são alguns que precisam entrar de imediato na nova rotina.

O médico complementa: “O isolamento social é uma medida fundamental e necessária para enfrentarmos a pandemia, mas que não deve impedir a realização de uma avaliação médica. Tenha em mente o quanto é importante fazer os exames de prevenção. Seu corpo e sua saúde agradecem!”.

Saúde mental: ocupe-se com atividades prazerosas

O tempo extra dentro de casa pode se tornar monótono. Evite ficar à toa e tente algo novo. Experimente, a cada dia, fazer algo diferente do dia anterior e tente priorizar atividades que podem proporcionar alegria e ocupar positivamente sua mente. “Ocupar o corpo e a mente é fundamental para mantermos uma boa imunidade física e mental, para que possamos superar as dificuldades desse momento pandêmico”, pontua o Dr. Evandro.

Inventar uma receita nova ou colocar em prática uma antiga pode ser bem divertido. Se tiver filhos, aproveite para pedir aquela mãozinha na cozinha enquanto eles aprendem e se distraem em família. Que tal dar uma cara nova a algum cantinho da casa? Troque os móveis de lugar, inclua novas peças de decoração ou até mesmo mude a cor de algumas paredes. Assista aos tutoriais DIY (do inglês “do it yourself”, faça você mesmo) na internet, isto é, ideias de como reaproveitar e personalizar objetos, roupas, acessórios e itens dos quais você já enjoou.

Aproveite para ler aqueles livros que estão guardados há anos. Retomar o contato com aquela amiga com quem você não conversava há tanto tempo pode ser mais legal e prazeroso do que você imagina. Reintroduzir passatempos antigos, que você havia abandonado por falta de tempo, pode ser uma verdadeira válvula de escape. E, claro, lembre a seus entes queridos que você se preocupa com eles e que está ali se eles precisarem. Bater papo por chamadas de vídeo com familiares que estão longe é superimportante para manter a leveza e a esperança viva neste momento – você fica feliz e eles também!

Caso você tenha uma psicanalista/psiquiatra/psicóloga com quem já vem trabalhando há algum tempo, não interrompa as consultas. Peça uma sessão pelo telefone ou por vídeo. A continuidade da análise fará toda a diferença em sua forma de encarar este período tão conturbado.

Dicas especiais para as futuras mamães

Por fim, o ginecologista da Maternidade Brasília afirma que a única mudança comportamental que as mulheres grávidas devem seguir, ao longo dessa fase de isolamento social, é a adoção de todas as condutas que estão sendo divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Além disso, durante as consultas do pré-natal, todas as dúvidas devem ser esclarecidas e os exames, realizados para que, no dia do parto, tudo transcorra da melhor forma possível”, ressalta.

O Dr. Evandro Oliveira ainda destaca o fato de a Maternidade Brasília ter se preparado, de acordo com as medidas de prevenção e segurança atuais, para receber de forma segura seus pacientes. “Estamos seguindo todas as orientações da Rede Ímpar e do Ministério da Saúde, visando proteger as gestantes e os recém-nascidos durante este período.” 

Fonte: Dr. Evandro Oliveira, ginecologista da Maternidade Brasília.