Toda mulher precisa conhecer a Uroginecologia

Na falta de tratamento adequado, questões relacionadas ao assoalho pélvico feminino podem interromper sua rotina diária, causando desconforto e constrangimento. Saiba quando você deve procurar um especialista.

O corpo humano tem detalhes curiosos, com inúmeras particularidades e merece atenção especializada. As mulheres, por exemplo, possuem um aparelho urogenital que demanda maior cuidado clínico, principalmente no que diz respeito ao assoalho pélvico. Pensando nisso, criamos o Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher (NCISM), que oferece atendimento multidisciplinar, incluindo a Uroginecologia.

O Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, uroginecologista da Maternidade Brasília e coordenador do NCISM, ressalta que o corpo da mulher possui determinados locais que apresentam fragilidade de fáscia pélvica – como a vagina, por exemplo – o que favorece o aparecimento de doenças uroginecológicas bastante delicadas. “O simples fato de as mulheres caminharem já favorece, por ação da gravidade, o aparecimento dos prolapsos”, complementa.

Daí a importância de oferecer assistência completa, precisa e eficaz para as nossas pacientes, principalmente no ramo da Uroginecologia. Afinal, uma das premissas da Maternidade Brasília é oferecer opções totalmente voltadas para a melhoria o bem-estar da mulher.

O que você sabe sobre a Uroginecologia?

Essa é uma subespecialidade híbrida, dentro dos campos da urologia e da ginecologia, que se concentra nos distúrbios do assoalho pélvico feminino. São exemplos de condições tratadas por esse especialista: incontinência fecal; cistos vaginais; dor pélvica durante o contato íntimo; infecção urinária de repetição; flacidez da vagina, entre outras.

No entanto, as duas principais patologias do ponto de vista uroginecológico são o prolapso genital e a incontinência urinária. O primeiro quadro ocorre quando os órgãos pélvicos – como o útero ou a bexiga – “caem” devido ao enfraquecimento dos músculos vaginais. Já o segundo, é o termo clínico para perda de urina, que acontece devido à incapacidade de controlar a micção. A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida por comorbidades como tosse crônica, obesidade, doenças que comprimem a bexiga ou que geram pressão abdominal etc.

O Dr. Marcus Vinícius pontua alguns dados: “O prolapso possui uma incidência alta na população, ocorrendo em torno de 30% das mulheres idosas, e está relacionado com a idade, partos e gestações. Já a incontinência urinária possui incidência em 5% das mulheres do mundo, atingindo em torno de 40% das mulheres idosas. Todos estes casos devem ser avaliados por especialistas, como os uroginecologistas e urologistas e, no Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher, contamos com um trabalho dedicado e compassivo desses especialistas. Eles cuidarão de tudo, desde avaliação e diagnóstico até o tratamento e gerenciamento”.

Você já tinha ouvido falar desta área da Medicina?

Mesmo essas sendo questões relativamente comuns, o trabalho da Uroginecologia ainda não é de amplo conhecimento na sociedade. De acordo com nosso especialista, a grande dificuldade de difundir esse serviço está no fato de as pacientes que apresentam sintomas de prolapso pélvico e perda urinária terem vergonha ou receio de procurar atendimento médico, na maioria dos casos devido à dificuldade em discutir sobre a patologia, seja com o parceiro, seja com os médicos que procura. “Neste ponto, um exame ginecológico de rotina pode ajudar a fazer o diagnóstico e o ginecologista pode iniciar este rastreio das patologias”, complementa.

Ou seja, embora raramente se fale dessas doenças, elas são extremamente comuns. Pesquisas indicam que até um terço de todas as mulheres se enquadram nesse grupo, sendo que metade de todas as mulheres com mais de 50 anos apresenta algum grau de distúrbio do assoalho pélvico. Procurar auxílio médico para restaurar a função pélvica e melhorar sua qualidade de vida é essencial!

Novidades

Hoje em dia, as maiores inovações acerca do prolapso genital residem na discussão sobre o uso de telas sintéticas para a correção desse problema. “Os últimos guidelines sugerem tratamentos menos invasivos e o desaconselhamento do uso de telas. Os tratamentos cirúrgicos se tornaram minimamente invasivos por meio da endoscopia ginecológica”, comenta o médico. No que tange à incontinência urinária, podemos citar os slings de uretra média livre de tensão, que possibilitam altos índices de cura e são minimamente invasivos, e os medicamentos com menos efeitos colaterais, que possibilitam resultados de excelência no caso da incontinência urinária de urgência.

Atendimento especializado

A Maternidade Brasília criou o Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher (NCISM) tendo em vista a importância de garantir um tratamento integral para todas as pacientes. Além disso, é difícil uma instituição que se especialize totalmente nesse organismo, considerando todas as suas particularidades ao longo de uma vida. A ideia é, justamente, reunir os tratamentos das diversas patologias que podem acometer as mulheres em suas diferentes faixas etárias.

“Hoje nossa equipe garante uma linha de cuidados ginecológicos que vai desde a infância da menina, passando pelo momento da gravidez e abrangendo ainda todos as condutas necessárias pós menopausa – tudo isso em nossa Regional, o que nos diferencia em relação à forma de atender e tratar uma paciente. Assim, podemos permitir que toda e qualquer assistência necessária, do ponto de vista ginecológico, seja oferecida através dos nossos serviços”, finaliza o uroginecologista. Fique atenta! Se você apresentar qualquer sinal relacionado, agende uma consulta para entender melhor seu diagnóstico e suas opções de tratamento. Basta clicar aqui.

Fonte: Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, uroginecologista da Maternidade Brasília e coordenador do NCISM.

Colposcopia: quando e por que devo fazer este exame?

Esse procedimento pode auxiliar no diagnóstico de quadros como inflamações ginecológicas, HPV e até mesmo câncer

A tecnologia tem sido uma grande aliada da saúde, e quando se trata das particularidades do organismo feminino esse fato não é exceção! A colposcopia é um exemplo disso. Esse exame, pouco invasivo e que praticamente não causa incômodo à paciente, permite auxiliar na prevenção de doenças graves que atingem o aparelho reprodutor feminino.

Esse procedimento costuma ser solicitado quando o Papanicolau – exame de rotina que deve ser feito ao menos uma vez por ano pelas mulheres – demonstra alguma alteração. No entanto, se preferir, a paciente não precisa aguardar o resultado do exame preventivo, afinal, a colposcopia já pode ser feita no momento da coleta citológica.

Condições que uma colposcopia está indicada

• Verrugas genitais

• Tumores benignos (pólipos)

• Inflamação do colo do útero (cervicite)

• Alterações pré-cancerosas no colo do útero, vagina ou vulva

• Sangramento na relação sexual

• Alterações no exame preventivo

Fique ligada: recomendações antes de realizar uma colposcopia

Os ginecologistas recomendam que, ao menos dois dias antes de um exame de colposcopia, a paciente não tenha relações sexuais, mesmo que seja com o uso de preservativos, pois o exame perde a acurácia. Além disso, é importante evitar introduzir qualquer medicamento ou objeto na vagina, como cremes ou absorventes internos, deixando também de lado as duchas vaginais nos dias que antecedem a realização do exame.

É importante que a mulher esteja fora do período menstrual, pois o fluxo de sangue também interfere nas imagens do exame e na precisão dos resultados. Além disso, a paciente deve levar para a consulta os resultados do último preventivo que tenha realizado, bem como outros exames que tenha feito recentemente, como ultrassom vaginal, abdominal ou exames de sangue. 

Inclusive, ressaltamos que esse procedimento pode ser feito em mulheres grávidas, pois não causa dano algum ao bebê que está na barriga da mãe. Caso seja identificada alguma alteração, cabe ao ginecologista avaliar se é necessário fazer o tratamento durante o pré-natal ou se é possível aguardar o parto, quando se pode repetir o exame para avaliar a evolução do caso.

Afinal, como é feito este exame?

Cumpridas tais recomendações, a paciente se deita na maca, como se fosse fazer o exame ginecológico de rotina. O médico introduz na vagina um espéculo (instrumento para manter o canal vaginal aberto e permitir que ele enxergue melhor o canal vaginal e colo do útero) e, em seguida, posiciona o colposcópio diante da área a ser examinada.

Esse aparelho é uma espécie de microscópio adaptado para estudar o tecido do útero, permitindo uma análise precisa do colo do útero, da vagina e da vulva, uma vez que, através de sua iluminação extra e lentes muito potentes, tais estruturas podem ser vistas de forma ampliada e detalhada. Assim, são capturadas imagens que facilitam a identificação de qualquer aparência anormal no órgão.

O especialista irá então aplicar diferentes produtos nas áreas examinadas, visando identificar quaisquer alterações na região. Este é o único momento em que a mulher pode sentir algum desconforto, mas isso não pode ser motivo para ela deixar de fazer o exame. Afinal, com a colposcopia, muitas alterações podem ser identificadas precocemente, o que aumenta significativamente as chances de cura.

As fotos provenientes do colposcópio são posteriormente incluídas no laudo do exame, ou, ainda, caso seja descoberta alguma alteração, o médico pode coletar uma amostra do tecido e enviar para análise em laboratório.

A Maternidade Brasília é indicada para atender esses casos. Aqui, os exames de colposcopia são feitos pela nossa equipe do Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher (NCISM). Equipamentos de última geração e uma equipe altamente especializada estão à disposição das mulheres para auxiliar na prevenção de doenças que acometem o aparelho reprodutor feminino.

Como, por exemplo, o HPV, pois sabemos que este está intimamente relacionado ao câncer de colo uterino e a detecção precoce pode ser imprescindível para aumentar as taxas de cura.

A maternidade é uma referência no cuidado integral à saúde da mulher permitindo o tratamento ginecológico de todas as idades, no ciclo gravídico puerperal e nos acompanhamentos de rotina ginecológica.

Você pode agendar seu atendimento ginecológico na Maternidade Brasília clicando aqui.

Cuidado Integral à Saúde da Mulher

O Hospital Brasília e a Maternidade Brasília se uniram em um projeto inovador. O Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher oferece serviços especializados para atender de forma mais completa às necessidades deste público.

A saúde da mulher tem particularidades que exigem uma vasta gama de especialidades médicas. Atento a isso, o Hospital Brasília e a Maternidade Brasília se uniram para oferecer um atendimento que abrange várias áreas relacionadas ao organismo feminino. O Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher (NCISM) reúne uma equipe multidisciplinar com profissionais de excelência, treinados para tratar ocorrências uroginecológicas, patologias do trato genital inferior e endometriose – esses são os três eixos principais de atuação da equipe multidisciplinar que integra o NCISM.

Os profissionais que atuam na subespecialidade da Uroginecologia se concentram na avaliação, diagnóstico e tratamento de complicações como incontinências urinária e fecal, cistos vaginais, disfunções sexuais e prolapso genital. Um dos exames de destaque deste eixo de atuação do núcleo é o estudo urodinâmico. Trata-se de um exame não invasivo e extremamente importante para o diagnóstico e tratamento de perdas urinárias.

Já na área do núcleo que se concentra nas Patologias do Trato Urinário Inferior, os especialistas se empenham em investigar e tratar HPV, lesões pré-malignas e alterações vulvares e vaginais. Um dos exames feitos visando esses diagnósticos é a colposcopia, também oferecida pelo NCISM.

A outra via de atuação do núcleo se concentra na Endometriose. A condição, que costuma causar dores intensas no período menstrual e, em alguns casos está relacionada à infertilidade, acomete aproximadamente 10% das mulheres. Para as pacientes que sofrem com este quadro, a equipe multidisciplinar oferece tratamentos que ajudam a controlar as dores intensas, proporcionando uma melhor qualidade de vida às mulheres.

Para isso, o NCISM trabalha com o apoio do Instituto de Endometriose de Brasília que oferece atendimento multidisciplinar na endometriose (Fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga, proctologista, urologista e ginecologista). Além disso, no Hospital Brasília, as mulheres que sofrem com endometriose podem ser submetidas à cirurgia robótica. O procedimento, menos invasivo que os convencionais, permite o que os médicos chamam de remissão da doença, que é o controle, diminuindo as dores e o desconforto.

A ideia de oferecer cuidado integral à saúde da mulher já era algo que fazia parte da rotina das equipes do Hospital e da Maternidade Brasília. Porém foi há apenas 3 meses que o núcleo foi oficializado e ampliou a integração entre as especialidades.

“Com a estruturação do núcleo, passamos a ter uma referência para os médicos e pacientes destas patologias específicas da saúde da mulher. Com os especialistas nas três áreas (uroginecologia, patologia do trato genital inferior e endometriose) podemos tratar as pacientes com melhor abordagem e resultado”, explica o Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, uroginecologista e coordenador do NCISM.

As mulheres que necessitarem de atendimento nas áreas de atuação do NCISM podem procurar a Maternidade ou o Hospital Brasília e agendar diretamente a consulta. Não há necessidade de passar por triagem.

Fonte: Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, uroginecologista e coordenador do NCISM.