Você sabe a importância da imunização?

Ao se vacinar, você preserva sua longevidade e ainda impulsiona a saúde no Brasil

Essa simples atitude ajuda a prevenir a ocorrência de formas graves de algumas doenças potencialmente perigosas. A vacina protege a saúde e a vida de todos os cidadãos conscientes que mantêm seus calendários de vacinação atualizados.

Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 2 e 3 milhões de mortes são evitadas todos os anos através das vacinas e, por isso, o órgão garante que esse é um dos investimentos em saúde que oferece o melhor custo-benefício para as Nações. Hoje, trazemos mais informações e esclarecemos dúvidas comuns sobre esse importante tema.

Eficácia comprovada

Você já sabe que diversos hábitos saudáveis, como manter uma boa qualidade do sono, priorizar uma alimentação balanceada, praticar exercícios regularmente e manter um peso corporal adequado, por exemplo, ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

No entanto, vale ressaltar que a imunização é a única medida comprovadamente capaz de erradicar muitas doenças e, em outras, evitar a manifestação da forma grave do quadro. Esse processo, inclusive, gera um grande impacto na saúde pública, pois influencia diretamente no aumento da qualidade e da expectativa de vida da população.

Outra garantia sobre a eficácia de vacinas é o fato de que diversas doenças graves, como a varíola e a poliomielite, foram praticamente erradicadas do Brasil, devido ao sucesso das campanhas de imunização feitas ao longo dos anos.

Processo totalmente seguro

Você sabia que o desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, que incluem a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos, sob rigoroso protocolo de procedimentos éticos, e o processo de avaliação de resultados pelas agências reguladoras governamentais?

Entenda melhor o que acontece quando uma pessoa é vacinada:

1. Pequenas moléculas do patógeno em questão, inativas ou não, são introduzidas no corpo, visando desencadear uma resposta imunológica.

2. O sistema imunológico aprende a reconhecer esses antígenos como sendo “invasores hostis”, e começa a produzir anticorpos.

3. Esses anticorpos ficam memorizados pelo organismo e serão sempre lembrados no futuro. Assim, se a bactéria ou o vírus reaparecer, o sistema imunológico reconhecerá os antígenos imediatamente e atacará agressivamente bem antes que o patógeno se espalhe e cause a doença.

4. Conclusão: a vacina treina o sistema imunológico para reconhecer e combater os patógenos, sejam eles vírus ou bactérias.

Proteção para você e para o próximo

Esse é um ponto importantíssimo! A imunização não funciona apenas no nível individual, pois protege populações inteiras. Uma vez que um número suficiente de pessoas seja vacinado, as probabilidades de um surto de doença tornam-se tão baixas que até mesmo pessoas que não foram imunizadas se beneficiam.

Inclusive, através da vacinação você protege também aqueles que ainda não têm idade para se vacinar (os recém-nascidos, por exemplo), ou aqueles que têm doenças ou tomam medicações que impedem uma resposta adequada das vacinas. Este é o caso de crianças com leucemia e outras que tomam imunossupressores, por exemplo.

Destacamos a importância de se vacinar contra a Hepatite B

No período de 1999 a 2019, foram notificados 247.890 casos confirmados de hepatite B no Brasil; desses, a maioria está concentrada na região Sudeste (34,5%), seguida das regiões Sul (31,6%), Norte (14,6%), Nordeste (10,2%) e Centro-Oeste (9,0%).

A hepatite B é uma infecção viral no fígado, capaz de causar cicatrizes nesse órgão vital, insuficiência hepática, cirrose e câncer, podendo até mesmo ser fatal. O vírus em questão costuma ser transmitido pela exposição a fluidos corporais infectados. Casos graves podem demandar um transplante de fígado.

Felizmente, hoje contamos com uma vacina preventiva para a hepatite B! Essa é a melhor forma de se manter longe da doença e graças a ela as taxas de detecção de hepatite B no Brasil vêm apresentando tendência de queda no número de infectados.

A imunização em questão é indicada para pessoas de todas as faixas etárias. Recomenda-se que o recém-nascido receba a primeira dose o quanto antes. “Quanto mais precoce for a primeira dose da vacina, maior é sua eficácia”, explica a Dra. Sandi Sato, pediatra e gerente médica da Maternidade Brasília

Estudos apontam que 90% dos bebês que são contaminados ao nascer evoluem para a forma crônica da hepatite B. Abaixo, explicamos o esquema vacinal para aqueles que não receberam a imunização enquanto recém-nascidos:

– Crianças:  a recomendação é de que sejam administradas 3 doses da vacina B em crianças pequenas: uma ao nascimento e duas outras aos 2 e 6 meses de idade, na vacina Hexavalente.

– Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados no primeiro ano de vida: três doses, com intervalo de um ou dois meses entre primeira e a segunda doses e de seis meses entre a primeira e a terceira.

Essa e muitas outras vacinas você encontra no Laboratório Exame

Temos orgulho em compartilhar com nossos leitores mais detalhes sobre a parceria entre a Maternidade Brasília e o Laboratório Exame. Por meio desta parceria, as mamães podem vacinar seus bebês contra a Hepatite B logo que eles nascem. Antes mesmo de ter alta da maternidade. “É um serviço que permite às mães a tranquilidade de ter seu filho protegido da Hepatite B logo que ele nasce, afinal, a doença pode tornar-se crônica e até mesmo evoluir para o câncer de fígado”, alerta a Dra. Maria Isabel Morais Pinto, infectopediatra e consultora da Dasa/Laboratório Exame sobre vacinas.

O Laboratório Exame oferece a vacina BCG. Também recomendada para os primeiros dias de vida do bebê, a vacina protege contra a tuberculose.

“Nosso objetivo, ao realizar essa colaboração, é garantir proteção aos bebês aqui nascidos, desde as suas primeiras horas de vida. Somos especialistas nas áreas em que atuamos e, por isso, sempre buscamos oferecer o melhor para os pequenos que trazem tanta vida à nossa rotina!”, ressalta a Dra. Maria Isabel.

Confira abaixo todas as vacinas oferecidas no Laboratório Exame:

– dTpa Adulto

– dTpa VIP

– Varicela

– Febre Amarela

– Febre Tifoide

– Hepatite A e B

– Hepatite A – Adulto / Infantil

– Hepatite B – Adulto / Infantil

– Herpes Zoster

– Hexavalente

– Hib

– Hpv Quadrivalente

– Meningocócica B

– Meningocócica C

– Meningocócica ACWY

– Pentavalente

– Pneumo 23

– Pneumo 13

– Rotavirus

– Tetraviral

– Tríplice Viral

– Vacina Gripe

Fonte: Dra. Sandi Sato, pediatra e gerente médica da Maternidade Brasília e Dra. Maria Isabel Morais Pinto, infectopediatra e consultora da Dasa/Laboratório Exame sobre vacinas.  

Cuide de quem você ama: entenda a importância da imunização infantil

Ao longo dos anos, a vacinação tornou raras inúmeras doenças perigosas para a infância

Alguns pais e mães se preocupam ao ver seus bebês ou crianças pequenas receberem várias vacinas durante uma visita médica. Porém, é preciso entender a importância desse ato indispensável para garantir a proteção de várias doenças perigosas – e, até mesmo, letais.

Muitas vezes esquecidas pela sociedade atual, a caxumba, a rubéola e a poliomielite já estiveram em destaque e constituíram grandes ameaças, quando ainda não existiam formas de imunização contra essas enfermidades. Outro exemplo marcante é o sarampo – antes da introdução da vacina contra a doença, descoberta em 1963, epidemias de sarampo eram ocorrências constantes e, infelizmente, chegavam a causar aproximadamente 2,6 milhões de mortes ao ano. Vacinas também previnem outras doenças significativas, como febre amarela, difteria, tétano, tosse convulsa e gripe.

Como funciona uma vacina?

Quando uma criança é vacinada, seu sistema imunológico é estimulado a desenvolver anticorpos de combate à infecção, para protegê-la de contrair a doença. Assim, se posteriormente essa mesma criança for exposta ao agente agressor em questão, o corpo consegue reconhecê-lo e, a partir deste reconhecimento, produzir os anticorpos necessários para combatê-lo.

“Para uma criança, o maior prejuízo de não ser vacinada, ou de uma vacinação tardia, é a exposição contínua à doenças, principalmente em suas formas mais severas. Afinal, as vacinas são a forma mais eficaz de desenvolver nosso sistema imunológico para suportar doenças graves”, ressalta a Dra. Sandi Sato, pediatra da Maternidade Brasília.

Além disso, se os seus filhos estão devidamente imunizados eles ajudam a impedir a disseminação de doenças para aqueles que não podem ser vacinados, incluindo recém-nascidos que ainda não podem ser vacinados e pessoas com sistema imunológico comprometido, que não conseguem desenvolver anticorpos para combater germes, bactérias e vírus de maneira eficaz. Dessa forma, ao longo dos anos, algumas doenças sumiram completamente da vida cotidiana, enquanto outras ainda estão sendo erradicadas gradativamente.

É importante acompanhar as imunizações

Muitas vacinas são administradas mais de uma vez, em diferentes idades e em combinações. Isso significa que você precisará manter o cartão de vacinas do seu filho sempre à mão! Uma dica é guarda-lo junto com a certidão de nascimento e outros documentos essenciais do pequeno.

Ao decorrer da infância, após as primeiras imunizações, muitos pais acabam esquecendo ou deixando de lado as próximas doses. Se por algum motivo você atrasar ou perder a data de uma vacinação, é importante sempre compensar as imunizações perdidas. Afinal, as vacinas são alguns dos medicamentos mais seguros e eficazes que temos hoje.

“Os pais devem atualizar o Cartão de Vacinação de seus filhos conforme as recomendações de um pediatra de confiança e podem se manter por dentro desse assunto buscando informações em fontes seguras, como as recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)”, pontua a médica especialista.

As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde para as crianças são:

-BCG

-Hepatite B

-Hepatite A

-Penta/DTP

-VIP/VOP

-Pneumocócica 10-valente

-Rotavírus

-Meningocócica C

-Febre Amarela

-Tríplice Viral

-Tetra Viral

-Influenza

-HPV

A maior parte das vacinas que vão proteger a criança contra doenças graves devem ser providenciadas ao longo dos dois primeiros anos de vida, com reforços até os cinco anos. Em caso de dúvidas, entre em contato com um dos pediatras da nossa equipe! E mantenha-se atento às mudanças no Calendário Nacional de Vacinação. O Ministério da Saúde o revisa periodicamente, incluindo vacinas ou alterando doses.

Aproveite o lembrete e confira se o cartão de vacinas do seu filho está em dia; continue fazendo a sua parte para que ele fique mais protegido e saudável.