A voz do feto na barriga da mãe: conheça a medicina materno-fetal

Com alta tecnologia e equipe especializada, a medicina materno-fetal permite detectar condições específicas do desenvolvimento do bebê que podem ser tratadas ainda intraútero

“Queremos ser a voz do feto dentro da barriga da mãe”, destaca o Dr. Evaldo Trajano Filho, especialista em medicina materno-fetal e um dos coordenadores da área na Maternidade Brasília. Essa frase resume o trabalho feito pelos especialistas em medicina materno-fetal.

Na Maternidade Brasília, aparelhos de última geração e uma equipe multidisciplinar trabalham em conjunto com o obstetra para oferecer o que chamam de “o pré-natal do feto”. Esse ramo da medicina se dedica ao rastreamento, acompanhamento e tratamento de condições que possam afetar o bem-estar da mãe e do bebê. Conheça, abaixo, os três principais exames realizados por esses profissionais.

Exame morfológico do 1º trimestre

O ultrassom é um momento único, emocionante e extremamente esperado por papais e mamães. É nesse exame que ocorre o primeiro contato da família com o neném, que está ainda no início de seu desenvolvimento. Entre a 11ª e a 14ª semana é quando se realiza um tipo específico de ultrassom, chamado de morfológico do primeiro trimestre. Esta é uma etapa muito importante para ajudar a determinar quais são os próximos passos da mulher durante o pré-natal e se serão necessários cuidados especiais com essa criança dali em diante.   

“Esse método consiste em buscar sinais ultrassonográficos que possam estar relacionados com maior risco de doenças cromossômicas e o rastreamento de pressão alta na gestação, chamada de pré-eclâmpsia. O exame isoladamente não tem significado; ele precisa ser realizado dentro de critérios específicos, seguidos por profissionais qualificados e capazes de interpretar os resultados encontrados”, pontua o Dr. Mateus Beleza, que coordena o departamento juntamente com o Dr. Evaldo.

Exame morfológico do 2º trimestre

Embora os pais já tenham vivido a experiência de ouvir os batimentos cardíacos do bebê e ver suas primeiras imagens no ultrassom do primeiro trimestre, esse segundo exame é tão especial e animador quanto o outro. Nele os órgãos já estão formados, inclusive é até possível descobrir o sexo do bebê.

O exame morfológico do segundo trimestre deve ser feito, prioritariamente, entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Ele é capaz de avaliar, com minúcia, a anatomia fetal e o crescimento da placenta e do volume do líquido amniótico, bem como visualizar órgão por órgão, estrutura por estrutura, para, dessa maneira, excluir condições genéticas e más-formações estruturais.

Ultrassom ecodoppler

O ecodoppler é uma ferramenta do ultrassom capaz de analisar o fluxo de sangue da mãe para o bebê. Ele identifica, pela visualização das veias e artérias do feto, se a quantidade de sangue que ele está recebendo é a ideal, além de monitorar o fluxo da placenta para o neném e a distribuição sanguínea em seu organismo.

“Com essa ferramenta, rastreamos doenças e complementamos a avaliação do crescimento e do bem-estar do bebê”, detalha o médico especializado em medicina materno-fetal. Esse tipo de ultrassom tem indicações específicas em cada momento da gestação e possibilita a obtenção de informações muito importantes sobre o fluxo de sangue que chega até o neném.

Não deixe os exames materno-fetais em segundo plano

De acordo com o médico da Maternidade Brasília, a não realização dos exames citados pode acarretar piora de condições que poderiam ter sido diagnosticadas precocemente. Os riscos envolvem o desenvolvimento ou o agravo de doenças prejudiciais à saúde da mãe e do neném. Muitas delas poderiam ter sido tratadas ou até mesmo evitadas antes do nascimento.

Em determinados casos, após o resultado dos exames em questão, pode ser comprovada a necessidade de o bebê passar por uma intervenção cirúrgica ainda dentro da barriga da mãe. As chamadas cirurgias intraútero são uma estratégia para solucionar algumas condições específicas, como a mielomeningocele, a transfusão feto-fetal e a hérnia diafragmática congênita.

Além das abordagens próprias da medicina materno-fetal, os exames laboratoriais também são de grande importância, sendo parte fundamental do rastreamento de patologias maternas e fetais, inclusive complementando a investigação realizada nos exames morfológicos. E, claro, algumas condições específicas exigirão exames complementares que vão auxiliar no diagnóstico de doenças.

Fonte: Dr. Evaldo Trajano Filho, obstetra especialista em Medicina Fetal; e Dr. Matheus Beleza, especialista em Medicina Materno-Fetal. Ambos coordenam o Setor de Medicina Materno-Fetal da Maternidade Brasília.

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É indispensável compreender a importância dos exames morfológicos durante a gravidez

Ainda no início da gestação, a mamãe deve ter conhecimento sobre as diversas possibilidades de descobrir quais são os riscos de anomalias no bebê que está se desenvolvendo.

A Medicina Materno-fetal diz respeito ao conjunto de profissionais envolvidos nos cuidados da mãe e do bebê, desde a concepção, passando pelo nascimento e cuidados nos primeiros dias de vida. Esse ramo da medicina se dedica ao rastreamento, acompanhamento e tratamento de condições que possam afetar o bem-estar da mãe e do bebê. Conheça abaixo os três principais exames realizados por esses especialistas.

Exame morfológico de 1º trimestre

“Esse método consiste em buscar sinais ultrassonográficos que possam estar relacionados ao maior risco de doenças cromossômicas e o rastreamento de pressão alta na gestação, chamada de pré-eclâmpsia. O exame isoladamente não tem significado se não for realizado dentro de critérios específicos, seguidos por profissionais qualificados e capazes de interpretar os resultados encontrados”, pontua o Dr. Mateus Beleza, coordenador do Setor de Medicina Materno-fetal da Maternidade Brasília.

Exame morfológico de 2º trimestre

Embora os pais já tenham vivido a experiência de ouvir os batimentos cardíacos do bebê e de ver suas primeiras imagens no ultrassom do 1º trimestre, esse segundo exame é tão especial e animador quanto. Nesse exame, os órgãos já estão formados, inclusive é até possível descobrir o sexo do bebê.

O exame morfológico de 2º trimestre deve ser realizado prioritariamente entre 20 e 24 semanas de gestação e é capaz de avaliar minuciosamente a anatomia fetal e o crescimento da placenta e do volume do líquido amniótico. Nas imagens referentes ao exame é possível visualizar órgão por órgão, estrutura por estrutura, buscando, desta maneira, excluir condições genéticas e malformações estruturais.

Ultrassom eco-Doppler

O eco-Doppler é uma ferramenta do ultrassom capaz de avaliar o fluxo de sangue da mãe para o bebê, identificando através de suas veias e artérias se ele está recebendo a quantidade, além de monitorar o fluxo da placenta para o neném e a distribuição sanguínea no seu organismo.

“Com esta ferramenta rastreamos doenças e complementamos a avaliação do crescimento e bem-estar fetal”, detalha o médico especializado em Medicina Materno-Fetal. Esse tipo de ultrassom tem indicações específicas em cada momento da gestação e nos possibilita ter informações muito importantes sobre o fluxo de sangue que chega para o bebê.

Não deixe os exames materno-fetais em segundo plano

De acordo com o médico da Maternidade Brasília, a não realização dos exames citados pode acarretar a piora de condições que poderiam ter sido diagnosticadas precocemente. Os riscos envolvem o desenvolvimento ou piora de doenças prejudiciais à saúde da mãe e do neném. Muitas delas poderiam ter sido tratadas ou até mesmo prevenidas antes do nascimento. “Através dos exames pré-natais a equipe multidisciplinar é capaz de rastrear e intervir nesse cenário. O serviço de medicina materno-fetal é capaz de gerar protocolos efetivos no rastreamento do maior número de condições prejudiciais ao correto desenvolvimento da gestação”, destaca o especialista.

Em determinados casos, após o resultado dos exames em questão, pode ser comprovada necessidade de que o bebê passe por uma intervenção cirúrgica ainda dentro da barriga da mãe. Sobre isso, o Dr. Mateus Beleza explica: “Atualmente as intervenções cirúrgicas intra-útero são o principal desafio e novidade dentro da Medicina Materno-fetal. Felizmente, a estrutura que criamos aqui na Maternidade Brasília nos permite oferecer condições de intervir em bebês que apresentem doenças como mielomeningocele, transfusão feto-fetal, hérnia diafragmática congênita, dentre outras”.

O coordenador do Setor de Medicina Materno-fetal esclarece ainda que, durante a gestação, exames laboratoriais de grande importância também fazem parte do rastreamento de patologias maternas e fetais, inclusive complementando a investigação realizada nos exames morfológicos. E, claro, algumas condições específicas exigirão exames complementares que irão auxiliar no diagnóstico e seguimento de doenças.

Fonte: Dr. Mateus Beleza, coordenador do Setor de Medicina Materno-fetal da Maternidade Brasília.