Cuidado Integral à Saúde da Mulher

O Hospital Brasília e a Maternidade Brasília se uniram em um projeto inovador. O Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher oferece serviços especializados para atender de forma mais completa às necessidades deste público.

A saúde da mulher tem particularidades que exigem uma vasta gama de especialidades médicas. Atento a isso, o Hospital Brasília e a Maternidade Brasília se uniram para oferecer um atendimento que abrange várias áreas relacionadas ao organismo feminino. O Núcleo de Cuidado Integral à Saúde da Mulher (NCISM) reúne uma equipe multidisciplinar com profissionais de excelência, treinados para tratar ocorrências uroginecológicas, patologias do trato genital inferior e endometriose – esses são os três eixos principais de atuação da equipe multidisciplinar que integra o NCISM.

Os profissionais que atuam na subespecialidade da Uroginecologia se concentram na avaliação, diagnóstico e tratamento de complicações como incontinências urinária e fecal, cistos vaginais, disfunções sexuais e prolapso genital. Um dos exames de destaque deste eixo de atuação do núcleo é o estudo urodinâmico. Trata-se de um exame não invasivo e extremamente importante para o diagnóstico e tratamento de perdas urinárias.

Já na área do núcleo que se concentra nas Patologias do Trato Urinário Inferior, os especialistas se empenham em investigar e tratar HPV, lesões pré-malignas e alterações vulvares e vaginais. Um dos exames feitos visando esses diagnósticos é a colposcopia, também oferecida pelo NCISM.

A outra via de atuação do núcleo se concentra na Endometriose. A condição, que costuma causar dores intensas no período menstrual e, em alguns casos está relacionada à infertilidade, acomete aproximadamente 10% das mulheres. Para as pacientes que sofrem com este quadro, a equipe multidisciplinar oferece tratamentos que ajudam a controlar as dores intensas, proporcionando uma melhor qualidade de vida às mulheres.

Para isso, o NCISM trabalha com o apoio do Instituto de Endometriose de Brasília que oferece atendimento multidisciplinar na endometriose (Fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga, proctologista, urologista e ginecologista). Além disso, no Hospital Brasília, as mulheres que sofrem com endometriose podem ser submetidas à cirurgia robótica. O procedimento, menos invasivo que os convencionais, permite o que os médicos chamam de remissão da doença, que é o controle, diminuindo as dores e o desconforto.

A ideia de oferecer cuidado integral à saúde da mulher já era algo que fazia parte da rotina das equipes do Hospital e da Maternidade Brasília. Porém foi há apenas 3 meses que o núcleo foi oficializado e ampliou a integração entre as especialidades.

“Com a estruturação do núcleo, passamos a ter uma referência para os médicos e pacientes destas patologias específicas da saúde da mulher. Com os especialistas nas três áreas (uroginecologia, patologia do trato genital inferior e endometriose) podemos tratar as pacientes com melhor abordagem e resultado”, explica o Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, uroginecologista e coordenador do NCISM.

As mulheres que necessitarem de atendimento nas áreas de atuação do NCISM podem procurar a Maternidade ou o Hospital Brasília e agendar diretamente a consulta. Não há necessidade de passar por triagem.

Fonte: Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, uroginecologista e coordenador do NCISM.

Qualidade de vida da mulher: Como conviver com a endometriose?

8 de maio
Por Dr. Evandro Oliveira Silva
Ginecologista do Hospital Brasília

O desejo de ser mãe muitas vezes fica difícil de ser atingido por motivos que fogem da possibilidade de ser controlada pela mulher. O papel da mulher na sociedade cada vez mais faz com que o desejo de ser mãe fique pra depois dos 35 anos de idade. Conquistar o seu lugar no mercado de trabalho, a responsabilidade financeira assumida no orçamento familiar são situações reais hoje em dia.

A queda nos níveis hormonais depois dos 35 anos acontece naturalmente e o número de ovulações em um ano começa a diminuir. Nesse cenário que estamos vivendo hoje em dia, uma doença tem exercido um papel negativo importante na qualidade de vida e no futuro reprodutivo dessa “nova mulher”.

A endometriose é a principal doença responsável pela dificuldade de as mulheres engravidarem e leva a uma perda da qualidade de vida acentuada, principalmente no período menstrual. É importante ressaltar que a idade da primeira menstruação e a cólica menstrual são importantes pra definir como orientar e tratar.

A primeira menstruação quando ocorre antes dos 12 anos e vem acompanhada de dor pélvica acentuada pode aumentar o risco do surgimento da endometriose durante a vida reprodutiva. É importante que a primeira consulta ginecológica seja feita logo após a primeira menstruação e pacientes jovens com a menstruação dolorosa precisam ser avaliadas de forma a se estabelecer como minimizar o risco do surgimento da endometriose.

As mulheres que tentam engravidar por um período superior há 6 meses sem usar nenhum método contraceptivo devem iniciar uma avaliação ginecológica voltada pra pesquisa de infertilidade e obrigatoriamente envolver o parceiro nessa pesquisa de infertilidade. A endometriose é a principal causa de infertilidade e avaliar a mulher a partir da primeira menstruação com dor pélvica pode fazer a diferença no futuro reprodutivo.

O bloqueio da menstruação em pacientes com risco de ter endometriose pode ser uma opção de conduta. Minimizar os efeitos da Tensão Pré-Menstrual e da menstruação dolorosa tem que ser avaliado pela Mulher e o seu Ginecologista. A Consulta Ginecológica anual é importante pra prevenir as doenças e também pra proporcionar uma melhor qualidade de vida às mulheres que sofrem com a menstruação e com a dificuldade em engravidar.

Saúde e Empoderamento

O conhecimento do próprio corpo é uma ferramenta poderosa para a mulher, porque, além de empoderar, permite que ela adquira uma maior capacidade de resolver e, também, de buscar as respostas para suas necessidades de saúde. 

O termo empoderamento é uma tradução da palavra empowerment, que indica a capacitação das pessoas para a tomada de decisão, visando garantir o fortalecimento das ações positivas para a saúde.

Em promoção em saúde, empoderamento é um processo que ajuda as pessoas a firmar o controle sobre os fatores que afetam o seu bem-estar.

 

Maternidade Brasília e o empoderamento em saúde feminina

A Maternidade Brasília quer participar desse processo de empoderamento das mulheres em saúde. Mas como promover esse empoderamento? Conversando, interagindo, repartindo informações e experiências. E quando será possível ter esse momento tão fundamental para debater o empoderamento da mulher na promoção da saúde? Momento não. Momentos.

Serão 4 momentos significativos reunidos no Ciclo de Palestras A Mulher de Hoje: Saúde e Empoderamento. A proposta é trocar ideias e conhecimentos sobre sexo e gravidez, reposição hormonal, câncer ginecológico, pré-natal, endometriose, questões culturais que levam a definição do parto, diferença entre parto cesariana e normal e uma conversa sobre a mulher por trás da mãe.

As palestras médicas serão apresentadas pelos ginecologistas Evandro de Oliveira e Frederico Correa, e pelo obstetra Fábio Passos. Já a conversa sobre a mulher por trás da mãe será conduzida por Julyana Mendes, educadora parental e influenciadora digital do canal Mãe de Sete.

 

Hora de interagir

Para o ginecologista Evandro Oliveira, o ciclo de palestras é um momento especial para universalizar informações importantes. “Apesar da consulta ser um momento privado entre médico e paciente, nem sempre as mulheres externizam dúvidas fora do cenário saúde. Num ambiente com outras mulheres percebem que questões, principalmente relacionadas a comportamento, são senso comum e podem ser apresentadas e discutidas”, completa.

O obstetra Fabio Passo afirma que “o conhecimento é a base para compreender melhor os fenômenos que acontecem no corpo da mulher. Isso é importante para entender quando esses fenômenos acontecem normalmente e também saber intervir da melhor forma, quando eles não estão mais sendo seguros, como em casos de pressão alta, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, dentre outros”.

O ginecologista Frederico Correia explica que a endometriose é uma doença que causa muitos transtornos à mulher e não só na saúde, mas também nos relacionamentos afetivo, social e profissional. “A demora no diagnóstico e a falta de conhecimento sobre a doença resultam numa perda da qualidade de vida das mulheres. Além de tratamento médico, as portadoras de endometriose precisam de apoio da família e da sociedade”, declara.

 

Conheça a programação:

8 de março – sexta-feira, às 9h: O ginecologista Evandro Silva e o obstetra Fábio Passos vão responder as perguntas mais comuns das mulheres, como, por exemplo: sexo e gravidez, reposição hormonal e câncer ginecológico, cuidados pré-natal, entre outros.

O tema da palestra é Obstetrícia e Sexualidade

13 de março – quarta-feira, às 19h:  o ginecologista Frederico Correia vai esclarecer as dúvidas sobre endometriose, doença que atinge mais de dois milhões de mulheres no Brasil, e pode levar à infertilidade.

O tema da palestra é Entendendo a Endometriose

20 de março – quarta-feira, às 19h: o bate papo será sobre a autonomia da mulher na definição do parto. O ginecologista e obstetra Roberto Cavalcante Filho vai esclarecer as principais diferenças entre o parto cesariana e o normal. Também estarão em discussão as questões culturais que levam a definição do tipo de parto.

O tema da palestra é Empoderamento do Parto

27 de março – quarta-feira, às 19h: Julyana Mendes vai falar sobre “a mulher por trás da mãe”. A conversa promete levantar questões relacionadas aos diversos papéis que a mulher representa dentro e fora da família.

O tema da palestra é Empoderamento feminino: Não esquecer da mulher que existe em cada mãe

Todas as palestras são gratuitas e vão ocorrer dias 8, 13, 20 e 27 de março. Para participar basta se inscrever no site www.maternidadebrasilia.com.br.