Semana da doação de Leite Materno: cada gota conta

Entenda de que forma a Covid-19 afeta na amamentação e nas doações em questão

Hoje é dia de refletir sobre um gesto altruísta, solidário e que envolve muito amor: a doação de leite materno. O Dia Nacional de Doação de Leite Humano surgiu há 16 anos atrás, justamente para suscitar discussões sobre essa temática na sociedade, aumentando a conscientização e o conhecimento por parte das novas mamães e objetivando, como resultado, o aumento das doações aos Bancos de Leite Humano.

Doar leite materno é doar vida para milhares de bebês prematuros internados nas UTIs Neonatais. Além de ser o melhor alimento possível para um recém-nascido, os ganhos são duradouros e podem se refletir por toda a vida – como, por exemplo, a diminuição dos riscos de desenvolvimento de doenças graves (diabetes, hipertensão e colesterol alto). No caso dos prematuros, o leite materno doado ainda aumenta as chances de uma recuperação mais rápida, além de protegê-los de possíveis infecções, diarreias e alergias que poderiam piorar um quadro já tão vulnerável.

O aleitamento materno é recomendado mesmo em meio às ameaças do novo coronavírus?

Sim, e como! Em primeiro lugar, até o momento não existem evidências que comprovem a transmissão do novo coronavírus para o bebê por meio do leite materno. “Os benefícios do aleitamento materno superam qualquer potencial risco de transmissão e, até o momento, não há evidências da presença do vírus no leite”, ressalta o infectologista da Maternidade Brasília, Dr. Felipe Teixeira.

A Dra. Sandi Sato, pediatra, gerente de qualidade e coordenadora do banco de leite da Maternidade Brasília, também explica a importância desse momento: “O leite materno, além de transferir anticorpos específicos para o bebê, ainda possui outros tipos de defesas, como reações anti-inflamatórias, e desenvolve o sistema imunológico do bebê. Ainda ajuda a prevenir cólicas e fortalece o vínculo entre a mãe e o recém-nascido”. Além disso, a médica comenta que os benefícios se estendem também para as mulheres que estão amamentando, considerando que apresentam melhor recuperação no pós-parto, uma vez que o útero retorna ao seu tamanho normal mais rapidamente.

Ainda segundo o Dr. Felipe Teixeira, no caso de suspeita de infecção pelo novo coronavírus, com ou sem os sintomas característicos, é recomendada a utilização de máscara de proteção durante quaisquer interações com o recém-nascido. “Além disso, todas as formas de prevenção possíveis devem ser adotadas neste momento, dando prioridade à higienização constante das mãos e de objetos que possam entrar em contato com o bebê, inclusive o copo que pode vir a ser utilizado na amamentação”, pontua o médico.

Como doar?

Qualquer mulher que esteja amamentando pode ser uma doadora e ajudar inúmeros bebês prematuros, de baixo peso, que estão internados em unidades neonatais e não podem ser alimentados diretamente nos seios de suas mães. O único requisito é estar saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação.

Você mesma pode realizar essa coleta em sua casa, massageando as mamas com as pontas dos dedos e apertando o polegar contra os outros dedos até sair o leite. Após despejar os primeiros jatos ou gotas, colha o leite no frasco, colocando-o debaixo da auréola, e feche-o bem quando terminar a coleta. Por fim, a mãe deve ligar para o banco de leite humano, para que o conteúdo do frasco seja transportado adequadamente. É importante ressaltar que o leite humano ordenhado pode ficar no freezer ou congelador da geladeira por até 10 dias.

Este é o momento para você ingressar nessa corrente do bem

Nos primeiros meses deste ano foi registrado um dos menores índices de doações para bancos de leite, fato que resultou em um estoque consideravelmente baixo. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em fevereiro afirmam que, anualmente, cerca de 330 mil crianças nascem prematuras no país e, consequentemente, precisam da doação de leite, já que permanecem sendo assistidas nos hospitais e maternidades. Os bebês prematuros representam, em média, 11% do total de crianças que nascem anualmente, em torno de 3 milhões.

Nessa semana estamos celebrando, aqui no Distrito Federal, a Semana Distrital de Doação de Leite Humano, onde Bancos de Leite Humanos públicos e privados, junto às mães doadoras, parceiros e comunidades, realizam diversos eventos a distância – por conta da pandemia mundial que enfrentamos – dedicados à esse assunto tão importante. Aproveite esse momento de sensibilização para se tornar uma doadora e faça desse texto um estímulo! Apenas 1 litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia e, dependendo do peso de prematuro, 1 ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado. Incrível, não é mesmo?

A Maternidade Brasília possui a maior UTI Neonatal privada com 30 leitos e realiza atividades com a equipe assistencial, famílias de bebês em UTis e comunidade, fortalecendo a importância das doações também para hospital privado, pois este leite tão precioso que ajuda na redução da morbimortalidade de bebês internados é adquirido exclusivamente através de doação voluntária de mulheres que possuem excesso de leite. Conte conosco para escrever essa linda página desse novo capítulo que se inicia na sua vida: a maternidade. Entre em contato com o nosso banco de leite hoje mesmo e informe-se!

Fonte: Dr. Felipe Teixeira, infectologista da Maternidade Brasília e Dra. Sandi Sato, pediatra, gerente de qualidade e coordenadora do banco de leite da Maternidade Brasília.

Dicas de alimentação especial para as gestantes se protegerem em meio à quarentena

Cuide-se adequadamente e trabalhe o seu fortalecimento imunológico

Os cuidados com a saúde durante a gestação precisam ser prioridade da futura mamãe, afinal, esse processo agora diz respeito a duas pessoas, e por isso é tão importante acertar nas escolhas diárias.

Atualmente, as possibilidades de infecção pelo novo vírus causador da Covid-19 estão por todos os lados, o que causa preocupação e dúvidas em muitas grávidas sobre como manter a si e ao seu bebê devidamente protegidos em relação à essa doença.

Saúde é tudo, agora mais do que nunca

O Ministério da Saúde passou a incluir as gestantes e as mães de recém-nascidos na lista do grupo de risco para o novo coronavírus. Essa decisão foi constituída baseando-se, principalmente, no fato de essas mulheres serem mais vulneráveis a infecções no geral. Consequentemente, os efeitos da Covid-19 podem se manifestar de forma mais severa, especialmente até 45 dias após o parto.

Até o momento não existem evidências científicas de que o novo coronavírus possa ser transmitido da mãe para o bebê ainda no útero ou durante o parto. Caso a mãe esteja com teste positivo para a infecção e queira manter a amamentação, a mesma deverá tomar alguns cuidados, como lavar as mãos antes de tocar o bebê na hora da mamada e usar máscara facial durante a amamentação. No caso da mãe não se sentir à vontade para amamentar diretamente a criança, ela poderá extrair o seu leite manualmente ou usar bombas de extração láctea (com higiene adequada) e um cuidador saudável (desde que esse cuidador conheça a técnica correta de uso desses utensílios). O mais importante é procurar seu médico antes de tomar qualquer medida. 

No caso de apresentar sintomas comuns à Covid-19, como febre, tosse, congestão nasal ou conjuntival, dor de garganta e dores musculares, a gestante não deve procurar de imediato o pronto atendimento hospitalar. O ideal é entrar em contato, via telefone, com um obstetra de confiança, que irá estudar o caso e orientá-la devidamente.

Ressaltamos que as grávidas não podem interromper o pré-natal, mesmo que as consultas se deem pelos meios virtuais.

Defenda-se elevando sua imunidade

Em meio à pandemia que enfrentamos, fortalecer a defesa do organismo é essencial. No caso de uma gestante, essa necessidade se torna ainda mais primordial, afinal, os anticorpos da mãe ajudarão a proteger o bebê nos primeiros 6 meses de vida. No entanto, devido aos fatores hormonais comuns da gestação, existe uma tendência à diminuição da imunidade da mulher.

Considerando esses pontos, aproveitamos o período de isolamento social em casa para sugerir alguns alimentos benéficos para auxiliar na imunidade da gestante. Aproveite para criar e descobrir novas receitas com esses ingredientes especiais!

Alimentos ricos em vitamina C: acerola, limão, laranja e kiwi colaboram com as células de defesas do organismo, que têm efeito direto sobre bactérias e vírus, auxiliando em infecções, gripes e resfriados.

Cebola: possui uma substância chamada quercetina,  que contribui com a imunidade da gestante, prevenindo-a de doenças virais e alérgicas.

Batata Yacon: ajuda na manutenção da imunidade da gestante, além de prevenir diabetes do tipo II e favorecer o bom funcionamento do intestino.

Cogumelo Shitake: possui uma substância chamada lentinana, que estimula a produção das células de defesa do organismo (macrófagos e linfócitos), aumentando a imunidade da gestante.

Vegetais verde-escuros: agrião, almeirão, couve, espinafre, folha de brócolis, que possuem ácido fólico; vitaminas A, B6 e B12, que contribuem na manutenção das células imunológicas da gestante.

Iogurte natural: ajuda na recomposição das bactérias benéficas da flora intestinal chamadas de probióticos e mantém o intestino saudável e capaz de absorver os principais micronutrientes, como as vitaminas e minerais, que fortalecem o sistema imunológico.

Castanha do Pará: tem grande capacidade antioxidante por conter o selênio, ou seja,  ajuda a neutralizar os radicais livres do organismo, auxiliando também no controle da imunidade. 

Cuidado com o excesso de ganho de peso durante a gestação: a obesidade constitui um dos grupos de risco para gravidade da Covid-19

Durante a gravidez, o crescimento fetal, a retenção hídrica, o aumento do volume de sangue circulante, o ganho de gordura e o aumento da massa muscular do útero contribuem para um aumento de peso natural do período. Porém, é preciso ter cuidado para que os números da balança não se elevem de forma exagerada, fato que pode gerar sérios prejuízos para a saúde da mãe e do bebê em formação.

Outro fator alarmante é o fato de a obesidade ser um dos principais fatores de risco nas vítimas da Covid-19 com menos de 60 anos – à frente de problemas respiratórios e cardiológicos, segundo dados do Ministério da Saúde. Algumas pesquisas mostram, inclusive, que a gravidade do quadro clínico do paciente pode ser diretamente proporcional a seu peso. 

Por isso, além de respeitar as orientações de isolamento e higiene para evitar a proliferação do novo coronavírus, é importante que a gestante priorize a escolha de frutas, verduras, vegetais, carnes magras, entre outros exemplos de alimentos saudáveis. O acompanhamento nutrológico e/ou nutricional é essencial nessa fase da vida.

Não deixe a Covid-19 interferir no momento mais especial da sua vida!