Novembro Roxo: celebrar o milagre da vida

Entenda o que esse marco significa e quais detalhes fazem toda a diferença para um bebê prematuro

Hoje exploramos mais detalhes sobre os cuidados com o bebê prematuro!

Quando uma mulher engravida, o bebê em seu ventre começa a se desenvolver a partir de um minúsculo aglomerado de células. Durante o processo de gravidez, ele demora cerca de 38 a 42 semanas para se tornar um bebê incrível, com características faciais, um coração batendo feliz e perninhas agitadas querendo nascer logo! No entanto, cada gestação tem seu curso e sua duração específica. Embora as 40 semanas sejam consideradas ideais pela obstetrícia, muitas futuras mamães entram em trabalho de parto antes mesmo das 37, fato que configura o nascimento como prematuro.

Dentro desse universo, o Novembro Roxo simboliza a importância de discutir o assunto, levando mais informação e suporte a essas famílias. Isso porque no dia 17 desse mês é comemorado, em mais de 50 países, o Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, também conhecido como o Dia Mundial da Prematuridade, que busca estimular a conscientização social, bem como impulsionar os estudos científicos sobre o tema, visando a descoberta de estratégias para diminuir a taxa de prematuridade global.

A importância do Novembro Roxo

“O apoio dado às famílias de bebês prematuros ocorre nas unidades neonatais durante todo o ano. Porém, durante o Novembro Roxo, a divulgação de situações de superação, os encontros com diversos profissionais, o contato com famílias de ex-prematuros e as conquistas em legislações vigentes ganham uma maior expressividade, principalmente com o apoio da divulgação pelos veículos da mídia. Tudo isso gera mais conhecimento sobre a prematuridade como um problema de saúde pública”, destaca a Dra. Ana Amélia Meneses Fialho Moreira, neonatologista da Maternidade Brasília. A especialista explica que a cor roxa representa sensibilidade e individualidade, particularidades dos bebês prematuros. Além disso, também simboliza a transformação!

Por que o bebê prematuro precisa de cuidados especiais?

Se o seu “pacotinho de amor” chegou antes do esperado, ele provavelmente irá passar alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, recebendo cuidados médicos e monitoramento especializado, visto que seu corpo não está totalmente maduro e apto para se manter sem acompanhamento intensivo.

Algumas das características que esses pequeninos podem ter são:

Imunidade muito baixa, o que os torna mais suscetíveis a infecções;

– Pulmões pouco maduros, o que pode gerar dificuldades respiratórias;

– Parte do sistema nervoso sem desenvolvimento adequado;

Dificuldade para se alimentar, demandando auxílio das enfermeiras;

Baixo teor de gordura corporal, o que atrapalha sua plena movimentação e impede a manutenção de uma temperatura normal em ambientes externos – por isso são colocados em incubadoras.

A equipe que cuidará do seu bebê deve garantir que você receba todas as informações, comunicação e apoio de que precisa. Claro que, com o passar do tempo, essas características irão se tornar cada vez menos perceptíveis.

Fique tranquila: logo você e seu bebê estarão em casa! Confira nossas dicas para tornar esse momento especial ainda mais cauteloso e precavido:

Cuidados com bebê prematuro em casa

Pequenos detalhes podem fazer toda a diferença com um bebê prematuro dentro de casa. “A depender do quadro clínico apresentado pelo prematuro e dos cuidados tomados pelos pais, podem surgir dificuldades que deverão ser acompanhadas por algum período, de meses a anos. Exemplo disso são: convulsões, hidrocefalia e dependência de oxigenioterapia”, alerta a médica da Maternidade Brasília. Para evitar qualquer complicação, fique atenta a essas dicas:

Controle de visitas

Como já comentamos, um bebê prematuro é automaticamente mais vulnerável a agentes infecciosos e a quaisquer outras complicações de saúde, devido à imaturidade de seu sistema corporal. Por isso, você precisará se abster de levar seu bebê para o meio externo por várias semanas, além de limitar consideravelmente as visitas de terceiros. Nesse momento, todo cuidado é pouco para assegurar sua saúde e garantir seu pleno desenvolvimento!

Rotina de sono

Não se preocupe se o pequenino estiver tirando sonecas por longos períodos de tempo! De fato, o bebê prematuro precisa dormir bastante. Certifique-se de que ele está deitado em um colchão firme e sem travesseiros. Nunca coloque seu bebê de bruços; sempre o faça dormir de costas.

Amamentação

Você poderá amamentar seu filho assim que o médico responsável permitir mas, talvez no primeiro momento, isso não seja possível. Algumas alternativas são extrair um pouco do seu leite materno, que poderá ser administrado ao bebê por meio de uma sonda. O leite materno tem benefícios específicos, especialmente para os nascidos prematuros, pois é enriquecido com proteínas (principalmente anticorpos), gorduras e minerais essenciais. Assim que for seguro e possível, a equipe da UTIN irá instruí-la sobre as técnicas de amamentação, conforme o que for apropriado para as necessidades do bebê e seus desejos.

Engasgos

Você sabia que o bebê prematuro tende a se engasgar com maior frequência? Isso se dá pela dificuldade em coordenar a sucção, deglutição e respiração. Para evitar essa ocorrência, faça sempre pausas enquanto estiver alimentando-o, de forma que ele fique na postura em pé, para que possa arrotar se for necessário. Em caso de engasgo, coloque-o de barriga para baixo e bata levemente nas costas, para que, por ação da gravidade, o fator que causou o engasgo seja interrompido.

Vacinação

Confira uma pequena lista das imunizações indispensáveis aos bebês prematuros:

1. BCG (o pequeno precisa ter mais do que 2kg);

2. Hepatite B – aplicada ao nascer no esquema habitual de três doses;

3. Profilaxia para o vírus sincicial respiratório (VSR);

4. Pneumocócica;

5. Poliomielite (inativada);

6. Haemophilus tipo B.

Fique atenta à necessidade de garantir as demais doses dessas vacinas, para assegurar a devida proteção!

O que a mãe e os familiares podem fazer para estimular o desenvolvimento do bebê prematuro?

“Com os avanços na terapia intensiva neonatal, a sobrevida de bebês cada vez mais prematuros e, consequentemente, com menor peso ao nascimento, tem se tornado uma realidade bastante frequente. Por muitas vezes os prematuros ficam internados durante vários meses e passam por diversos problemas de saúde, logo no início da vida. Finalmente, após lutar bravamente, o pequeno, junto com a equipe multiprofissional e com apoio da família, estará em condições de alta”, pontua a neonatologista.

Ela segue explicando que, durante a internação, os prematuros recebem atendimento de fisioterapia respiratória, motora, atendimento fonoaudiológico, terapia ocupacional, com atendimentos individualizados para cada etapa de desenvolvimento. Isso faz toda a diferença na sua trajetória e é essencial que os pais tenham essa consciência!

De acordo com a especialista, os familiares dos prematuros precisam ser orientados e receber todo apoio necessário para que, após a alta, continuem com os estímulos adequados, visando o melhor desenvolvimento possível dessa criança. “Além disso, durante o período de internação no hospital é imprescindível que os pais estejam presentes, uma vez que a voz e o toque deles funciona como um estímulo e um conforto emocional importantíssimo para os bebês prematuros”, ressalta.

Conte com quem entende do assunto!

“A Maternidade Brasília possui uma equipe multiprofissional, composta por neonatologistas, enfermeiras, técnicas de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogas, todos especializados em bebês prematuros. Temos ainda uma UTI neonatal, com 34 leitos. Os pais dos bebês têm livre acesso ao leito do pequeno durante 24h, sendo esse um ambiente onde a humanização é um grande diferencial.

Fazemos parte do projeto Octo Brasil, temos uma equipe em treinamento com o Projeto Canguru e recebemos apoio do Banco de Leite”, finaliza a Dra. Ana Amélia.

Fonte: Dra. Ana Amélia Meneses Fialho Moreira, neonatologista da Maternidade Brasília.

Agosto Dourado: um marco de amor e alegria em 2020

Estamos no Agosto Dourado, mês que celebra e incentiva a amamentação, uma das experiências mais ricas da maternidade e um dos momentos mais marcantes da vida de uma mulher, capaz de garantir os mais diversos benefícios para a saúde da mãe e do bebê e ainda fortalecer o relacionamento entre os dois.

Explicamos tudo sobre esse tema tão relevante na matéria de hoje! Confira abaixo.

Saiba mais sobre o Agosto Dourado

Para a amamentação, o Agosto Dourado é um mês especial. Mas, você sabe o que significa essa data?

A cor dourada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite materno, enquanto a escolha do mês está relacionada à ocorrência da Semana da Amamentação, celebrada em 120 Países, entre os dias 1 e 7 de agosto. Essa iniciativa foi pensada pela Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA) – organização internacional que acredita na amamentação como um direito de todas as mulheres e crianças, estimulando e apoiando o ato ao redor do globo.

A cada ano é definido um tema a ser trabalhado por meio de cartazes, folders e posts nas redes sociais de Organismos Internacionais, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, Sociedades de Classe e ONGs.

Esse ano o tema escolhido foi: “Apoiar a Amamentação para um planeta mais saudável”. O site Aleitamento.com, reconhecido na área como o primeiro portal direcionado ao assunto em português, explica: “A Semana Mundial de 2020 se concentrará no impacto da alimentação infantil no meio ambiente, nas mudanças climáticas e na necessidade urgente de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para a saúde do planeta e de seu povo”.

A Dra. Sandi Sato, gerente médica e pediatra da Maternidade Brasília, discorre sobre esse assunto: “Dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, oito estão relacionados com a amamentação.”

Dentre esses objetivos, a especialista cita como os três mais significativos:

1. a amamentação permite o combate ao desperdício de alimentos, pois durante o ato não há desperdício de leite;

2. a amamentação reduz a produção de lixo no meio ambiente, porque não são usadas embalagens;

3. a amamentação pode contribuir para a redução dos gases do efeito estufa, uma vez que a produção das fórmulas infantis é uma atividade que impacta diretamente na produção desses gases – e a escolha pelo ato de amamentar evita essa ocorrência.

Afinal, por que amamentar é tão importante?

Nem todo mundo sabe, mas o leite materno é rico em vitaminas, proteínas, carboidratos e lipídios necessários para que o bebê que está por vir possa crescer e se desenvolver com saúde e força.

Além disso, essa secreção nutritiva ainda contém substâncias antimicrobianas, anti-inflamatórias, enzimas e anticorpos que o ajudam a combater vírus e bactérias, estimulando seu sistema imunológico e auxiliando também na prevenção dos riscos de doenças como diabetes e obesidade.

No entanto, amamentar vai muito além da nutrição. O Ministério da Saúde reforça que a amamentação reduz em até 13% a mortalidade por causas evitáveis de crianças com até cinco anos de idade, além de trazer benefícios cognitivos para os pequenos.

Esse ato de amor propicia um vínculo especial e reforça os laços entre mãe e filho. Para a mulher, a amamentação influencia positivamente na sua saúde mental e traz outros inúmeros benefícios, como a aceleração na perda de peso pós-gravidez e a redução do risco de doenças como câncer de mama, câncer de ovário e osteoporose.

O leite materno libera o hormônio ocitocina, que ajuda o útero da mãe a retornar ao seu tamanho pré-gestacional e pode reduzir o sangramento uterino após o nascimento.

A respeito do uso de fórmulas infantis, a Dra. Sandi Sato faz um alerta: “Esses ‘leites artificiais’ podem prejudicar a saúde do bebê, a ponto de algumas pesquisas apontarem uma relação estreita entre o uso de fórmulas e o surgimento de doenças crônicas nos anos de vida posteriores”.

Para que este momento único ocorra de maneira satisfatória, dois fatores principais devem ser bem observados na hora da mamada, pois podem fazer toda a diferença no sucesso dessa prática: a posição do bebê e o modo como ele pega na mama.

No caso de dúvidas e se houver necessidade de qualquer auxílio profissional, a Maternidade Brasília compartilha cuidados e dicas essenciais através do nosso Teleatendimento do Banco de Leite. Basta ligar para o número (61) 2196-5318 e agendar o seu atendimento.

Fonte: Dra. Sandi Sato, gerente médica e pediatra da Maternidade Brasília.

Foto: @rafaelnunesfotografia.

Você conhece o nosso teleatendimento do Banco de Leite?

A gestação é um período transformador, repleto de novidades, descobertas e, também, muitas perguntas. Para a mulher que está vivenciando tudo isso, todo auxílio é importante e bem-vindo, principalmente no que diz respeito às dúvidas referentes à uma parte especial e muito esperada da gravidez: o aleitamento materno. Em meio ao isolamento social e à pandemia pelo novo coronavírus, muitas futuras mamães se depararam com novas questões que precisam ser solucionadas de uma forma eficaz e segura, e é justamente dessa forma que a Maternidade Brasília decidiu fazer presença.

A importância dessa rede de apoio

“Nosso maior objetivo é promover, proteger e incentivar o aleitamento materno. Com isso, desenvolvemos trabalhos para auxiliar as mulheres-mães no período da amamentação e oferecemos o acompanhamento de profissionais qualificados, para também orientar sobre a saúde da criança”, explica Larissa Sena, Enfermeira Referência do Banco de Leite da Maternidade Brasília.

A especialista ainda ressalta que o apoio, o acolhimento, e a transmissão de segurança para as puérperas e gestantes, fazem com que essas mulheres possam contar com uma ajuda a mais nesse momento tão especial de suas vidas. Nesse período delicado, em que vivemos uma pandemia viral, o teleatendimento vem ainda para transmitir conforto e sensação de companhia às gestantes em isolamento social, visando sua permanência dentro de casa, através de soluções às problemáticas da amamentação, sem necessidade de que se desloquem até o ambiente hospitalar.

Como funciona o teleatendimento do Banco de Leite?

O Banco de Leite realiza o teleatendimento através de vídeochamadas, de forma individualizada e humanizada, solucionando as dúvidas mais frequentes relacionadas à amamentação. Para ser atendida, basta ligar em nosso número (61) 2196-5318, e será feito o agendamento. Nossas especialistas estão aptas a conversar sobre quaisquer questões relacionadas ao leite materno, mas os tópicos mais buscados pelas futuras mamães são:Qual é a maneira certa de massagear os seios antes da ordenha?

– Como posso fazer a ordenha de leite materno manualmente?

– Minha pega e meu posicionamento estão corretos?

– Como devo armazenar o leite humano?

– Preciso de apoio emocional nesse momento.

É sempre bom lembrar: doar leite materno salva inúmeras vidas!

Doar leite materno é doar vida para milhares de bebês prematuros internados nas UTIs Neonatais. Além de ser o melhor alimento possível para um recém-nascido, os ganhos são duradouros e podem se refletir por toda a vida – como, por exemplo, a diminuição dos riscos de desenvolvimento de doenças graves (diabetes, hipertensão e colesterol alto). No caso dos prematuros, o leite materno doado ainda aumenta as chances de uma recuperação mais rápida, além de protegê-los de possíveis infecções, diarreias e alergias que poderiam piorar um quadro já tão vulnerável.

A lactente que deseja ser doadora deve apresentar excesso de leite, ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente. A enfermeira Larissa Sena ressalta que as mamães recebem todo o apoio e as devidas recomendações dos profissionais habilitados e capacitados, para que se sintam mais seguras e confortáveis com a situação. “Entramos em contato com a doadora, passamos todas as orientações e realizamos a busca na casa delas de forma segura, seguindo todos os devidos protocolos em vigor nesse momento”, complementa a especialista.

O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais. Se você está amamentando, entre nessa corrente do bem e ajude os inúmeros pequeninos que precisam – qualquer quantidade de leite materno doado é muito importante. Para esclarecer qualquer dúvida, entre em contato com o nosso Banco de Leite Humano, através do telefone (61) 2196-5318. O ato solidário de doar leite materno humano significa devolver esperanças para uma criança e sua família.

Fonte: Larissa Sena, Enfermeira Referência do Banco de Leite da Maternidade Brasília.

Semana da doação de Leite Materno: cada gota conta

Entenda de que forma a Covid-19 afeta na amamentação e nas doações em questão

Hoje é dia de refletir sobre um gesto altruísta, solidário e que envolve muito amor: a doação de leite materno. O Dia Nacional de Doação de Leite Humano surgiu há 16 anos atrás, justamente para suscitar discussões sobre essa temática na sociedade, aumentando a conscientização e o conhecimento por parte das novas mamães e objetivando, como resultado, o aumento das doações aos Bancos de Leite Humano.

Doar leite materno é doar vida para milhares de bebês prematuros internados nas UTIs Neonatais. Além de ser o melhor alimento possível para um recém-nascido, os ganhos são duradouros e podem se refletir por toda a vida – como, por exemplo, a diminuição dos riscos de desenvolvimento de doenças graves (diabetes, hipertensão e colesterol alto). No caso dos prematuros, o leite materno doado ainda aumenta as chances de uma recuperação mais rápida, além de protegê-los de possíveis infecções, diarreias e alergias que poderiam piorar um quadro já tão vulnerável.

O aleitamento materno é recomendado mesmo em meio às ameaças do novo coronavírus?

Sim, e como! Em primeiro lugar, até o momento não existem evidências que comprovem a transmissão do novo coronavírus para o bebê por meio do leite materno. “Os benefícios do aleitamento materno superam qualquer potencial risco de transmissão e, até o momento, não há evidências da presença do vírus no leite”, ressalta o infectologista da Maternidade Brasília, Dr. Felipe Teixeira.

A Dra. Sandi Sato, pediatra, gerente de qualidade e coordenadora do banco de leite da Maternidade Brasília, também explica a importância desse momento: “O leite materno, além de transferir anticorpos específicos para o bebê, ainda possui outros tipos de defesas, como reações anti-inflamatórias, e desenvolve o sistema imunológico do bebê. Ainda ajuda a prevenir cólicas e fortalece o vínculo entre a mãe e o recém-nascido”. Além disso, a médica comenta que os benefícios se estendem também para as mulheres que estão amamentando, considerando que apresentam melhor recuperação no pós-parto, uma vez que o útero retorna ao seu tamanho normal mais rapidamente.

Ainda segundo o Dr. Felipe Teixeira, no caso de suspeita de infecção pelo novo coronavírus, com ou sem os sintomas característicos, é recomendada a utilização de máscara de proteção durante quaisquer interações com o recém-nascido. “Além disso, todas as formas de prevenção possíveis devem ser adotadas neste momento, dando prioridade à higienização constante das mãos e de objetos que possam entrar em contato com o bebê, inclusive o copo que pode vir a ser utilizado na amamentação”, pontua o médico.

Como doar?

Qualquer mulher que esteja amamentando pode ser uma doadora e ajudar inúmeros bebês prematuros, de baixo peso, que estão internados em unidades neonatais e não podem ser alimentados diretamente nos seios de suas mães. O único requisito é estar saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação.

Você mesma pode realizar essa coleta em sua casa, massageando as mamas com as pontas dos dedos e apertando o polegar contra os outros dedos até sair o leite. Após despejar os primeiros jatos ou gotas, colha o leite no frasco, colocando-o debaixo da auréola, e feche-o bem quando terminar a coleta. Por fim, a mãe deve ligar para o banco de leite humano, para que o conteúdo do frasco seja transportado adequadamente. É importante ressaltar que o leite humano ordenhado pode ficar no freezer ou congelador da geladeira por até 10 dias.

Este é o momento para você ingressar nessa corrente do bem

Nos primeiros meses deste ano foi registrado um dos menores índices de doações para bancos de leite, fato que resultou em um estoque consideravelmente baixo. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em fevereiro afirmam que, anualmente, cerca de 330 mil crianças nascem prematuras no país e, consequentemente, precisam da doação de leite, já que permanecem sendo assistidas nos hospitais e maternidades. Os bebês prematuros representam, em média, 11% do total de crianças que nascem anualmente, em torno de 3 milhões.

Nessa semana estamos celebrando, aqui no Distrito Federal, a Semana Distrital de Doação de Leite Humano, onde Bancos de Leite Humanos públicos e privados, junto às mães doadoras, parceiros e comunidades, realizam diversos eventos a distância – por conta da pandemia mundial que enfrentamos – dedicados à esse assunto tão importante. Aproveite esse momento de sensibilização para se tornar uma doadora e faça desse texto um estímulo! Apenas 1 litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia e, dependendo do peso de prematuro, 1 ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado. Incrível, não é mesmo?

A Maternidade Brasília possui a maior UTI Neonatal privada com 30 leitos e realiza atividades com a equipe assistencial, famílias de bebês em UTis e comunidade, fortalecendo a importância das doações também para hospital privado, pois este leite tão precioso que ajuda na redução da morbimortalidade de bebês internados é adquirido exclusivamente através de doação voluntária de mulheres que possuem excesso de leite. Conte conosco para escrever essa linda página desse novo capítulo que se inicia na sua vida: a maternidade. Entre em contato com o nosso banco de leite hoje mesmo e informe-se!

Fonte: Dr. Felipe Teixeira, infectologista da Maternidade Brasília e Dra. Sandi Sato, pediatra, gerente de qualidade e coordenadora do banco de leite da Maternidade Brasília.