EMB
Equipe Maternidade Brasília - Equipe Maternidade Brasília Atualizado em 30/09/2026

Ginecologia e Obstetricia

5 minutos de leitura

Minha ultrassom endovaginal acusa mioma uterino: o que isso significa

Entenda o que significa o diagnóstico de mioma uterino no ultrassom transvaginal. Conheça os tipos, sintomas e quando buscar tratamento adequado
Resumo
  • Miomas são tumores benignos que podem acometer mais de 70% das mulheres até a menopausa.
  • O ultrassom transvaginal é o exame inicial mais comum para identificar e acompanhar esses nódulos.
  • A divisão anatômica principal classifica os miomas em submucosos, intramurais ou subserosos.
  • Métodos de imagem complementares ajudam a diferenciar o mioma de condições como pólipos ou adenomiose.
  • A maior parte dos casos dispensa cirurgia imediata, beneficiando-se de acompanhamento clínico e hábitos saudáveis.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
minha ultrassom endovaginal acusa mioma uterino

Entenda o seu laudo de ultrassonografia, os diferentes tipos de nódulos e as opções seguras de tratamento ginecológico.

Você abre o laudo do exame e encontra a indicação de mioma uterino. O receio imediato costuma envolver dúvidas sobre cirurgias, fertilidade e risco de doenças graves. No entanto, a informação médica qualificada ajuda a tranquilizar e definir condutas adequadas.

O mioma uterino é uma formação benigna extremamente frequente, presente em mais da metade das mulheres em idade reprodutiva e em até 70% da população feminina ao longo da vida. Na maioria das vezes, o quadro evolui sem qualquer sintoma evidente. Receber esse diagnóstico em um ultrassom de rotina significa apenas o ponto de partida para um acompanhamento ginecológico individualizado.

A Maternidade Brasília conta com ginecologistas e obstetras renomados atendendo em sua unidade. Para agendamentos, dirija-se ao Centro Médico, localizado em QNSW 6 Lote 11/12 – Sudoeste. 

Os atendimentos são realizados de segunda a quinta, das 8h às 18h e sábados das 8h às 17h. Ou ligue para: 4020-0057

O que é um mioma e como ele aparece no ultrassom endovaginal

O mioma uterino, tecnicamente denominado leiomioma, é uma lesão benigna originada nas fibras de músculo liso do útero. Esse tecido se desenvolve a partir do miométrio, a parede muscular média do órgão. A possibilidade de transformação desse tipo de nódulo em câncer é mínima.

O ultrassom transvaginal permanece como o exame de primeira escolha para avaliar a pelve feminina. Na tela, o mioma costuma apresentar contornos nítidos e tonalidade mais escura que o miométrio saudável.

O laudo emitido pelo especialista descreve as dimensões exatas de cada nódulo, a contagem total de formações e o ponto exato de fixação. Esses dados fornecem a base necessária para que o médico determine a periodicidade das avaliações.

Quais são os tipos de mioma de acordo com a localização

A localização do nódulo no tecido uterino determina o impacto clínico e a presença de queixas. A classificação tradicional agrupa os miomas em submucosos, intramurais ou subserosos, conforme a camada atingida. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) também utiliza uma escala numérica de 0 a 8 para detalhar com precisão essa profundidade.

Essa pontuação do sistema FIGO complementa o laudo e orienta a conduta terapêutica. Para facilitar o entendimento, as três grandes divisões apresentam comportamentos específicos:

Tipo de miomaLocalização no úteroPrincipais características
SubmucosoCresce logo abaixo do endométrio, voltado para dentro da cavidade uterina.Provoca aumento expressivo do fluxo menstrual e pode dificultar a fixação do embrião.
IntramuralFica inteiramente inserido na espessura da musculatura do miométrio.Corresponde à forma mais frequente e pode provocar cólicas quando atinge volumes maiores.
SubserosoLocaliza-se na camada externa do útero, projetando-se para a cavidade da pelve.Geralmente não interfere na menstruação, mas pode comprimir órgãos vizinhos como a bexiga.

O que pode ser confundido com um mioma no laudo

Outras condições ginecológicas apresentam manifestações clínicas e imagens ecográficas semelhantes aos nódulos miomatosos. O diagnóstico diferencial criterioso afasta dúvidas e evita intervenções desnecessárias.

Os pólipos endometriais são comumente comparados aos miomas submucosos pelo local onde surgem. Quando o exame ultrassonográfico convencional não traz definição conclusiva, a histeroscopia com microcâmera permite visualizar diretamente o canal uterino.

A adenomiose também entra nessa avaliação comparativa. Trata-se da presença de tecido endometrial ectópico infiltrado na parede muscular, causando aumento uterino e dor crônica. Em situações de análise complexa, exames de imagem avançados, como a ressonância magnética com modelos específicos de contraste, auxiliam na caracterização precisa de variações benignas dos miomas para guiar uma conduta segura.

Agendar Consulta

Quais sintomas indicam a necessidade de atenção médica

Grande parte das mulheres não manifesta nenhum desconforto físico decorrente dos miomas. Por outro lado, algumas alterações no ciclo ou dores contínuas exigem consulta com o ginecologista. 

Procure suporte profissional caso perceba:

  • sangramento menstrual com volume excessivo ou com coágulos frequentes;
  • perdas de sangue entre uma menstruação e outra;
  • dor e cólica pélvica de difícil controle com remédios comuns;
  • pressão no baixo ventre ou sensação de inchaço abdominal contínuo;
  • micção constante por compressão sobre a bexiga;
  • dor pélvica durante ou após a relação sexual.

A manifestação de qualquer um desses pontos depende diretamente do volume e da localização do nódulo. Informar esses detalhes durante a consulta clínica garante um direcionamento seguro para a sua rotina.

O achado de mioma uterino impede a gravidez

Ter mioma não é sinônimo de impossibilidade reprodutiva. A grande maioria das mulheres diagnosticadas concebe naturalmente e mantém a gestação sem intercorrências.

A interferência na fertilidade concentra-se nos nódulos do tipo submucoso. Ao ocupar a cavidade endometrial, essa estrutura pode dificultar a fixação do embrião. Miomas intramurais de grandes proporções também podem distorcer o trajeto anatômico e demandar avaliação criteriosa pré-concepcional.

Se existe o plano de engravidar, discuta os achados do exame com o seu médico. Uma investigação personalizada verifica se o nódulo impõe alguma barreira física antes das tentativas.

Como funciona o tratamento para quem tem mioma

A conduta médica considera o grau dos sintomas, as dimensões dos nódulos e os planos reprodutivos de cada paciente. Não existe um protocolo único para todos os diagnósticos.

Nos casos sem queixas clínicas, o acompanhamento expectante é a conduta padrão. Recomenda-se realizar o ultrassom a cada seis ou doze meses para acompanhar a estabilidade do quadro. Medidas simples de estilo de vida, incluindo o aporte adequado de nutrientes como o cálcio na dieta, também auxiliam no cuidado e na manutenção da saúde ginecológica.

Quando surgem dores ou hemorragias, terapias com anti-inflamatórios ou moduladores hormonais ajudam a restabelecer o conforto diário. Se essas abordagens não controlarem os sintomas, métodos intervencionistas podem ser avaliados.

A via cirúrgica atual prioriza procedimentos minimamente invasivos, a exemplo da histeroscopia e da videolaparoscopia. Essas vias de acesso removem apenas a lesão através de pequenas incisões, permitindo manter o órgão íntegro e viabilizando um restabelecimento rápido.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • DUNDR, P. et al. Uterine leiomyoma with RAD51B::NUDT3 fusion: a report of 2 cases. Virchows Archiv, 2023. Disponível: https://link.springer.com/article/10.1007/s00428-023-03603-9. Acesso em: 28 set. 2026.
  • ORTA, O. R. et al. Dairy and related nutrient intake and risk of uterine leiomyoma: a prospective cohort study. Human Reproduction, Oxford, 2020. Disponível: https://academic.oup.com/humrep/article/35/2/453/5743590. Acesso em: 28 set. 2026.
  • QU, Y. et al. Genetic liability to multiple factors and uterine leiomyoma risk: a Mendelian randomization study. Frontiers in Endocrinology, 2023. Disponível: https://www.frontiersin.org/journals/endocrinology/articles/10.3389/fendo.2023.1133260/full. Acesso em: 28 set. 2026.
  • SHEN, T. C. et al. Patients with uterine leiomyoma exhibit a high incidence but low mortality rate for breast cancer. Oncotarget, 23 mar. 2017. Disponível: https://www.oncotarget.com/article/16520/text/. Acesso em: 28 set. 2026.
  • Baușic A, et.al. Transvaginal Ultrasound vs. Magnetic Resonance Imaging (MRI) Value in Endometriosis Diagnosis. Diagnostics (Basel). 2022 Jul 21;12(7):1767. doi: 10.3390/diagnostics12071767. PMID: 35885670; PMCID: PMC9315729. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9315729/. Acesso em: 28 set. 2026.
  • Lakabi R, et.al. Diagnosis and classification of uterine fibroids. Int J Gynaecol Obstet. 2025 Nov;171(2):566-573. doi: 10.1002/ijgo.70538. Epub 2025 Sep 19. PMID: 40970558; PMCID: PMC12553092. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12553092/. Acesso em: 28 set. 2026.
  • Cetrus Educa. Miomas Uterinos e a Classificação FIGO/MUSA. https://educa.cetrus.com.br/miomas-uterinos-e-a-classificacao-figo-musa/#elementor-toc__heading-anchor-5. Acesso em: 28 set. 2026.
Escrito por
EMB
Equipe Maternidade BrasíliaEquipe Maternidade Brasília
Escrito por
EMB
Equipe Maternidade BrasíliaEquipe Maternidade Brasília