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Equipe Maternidade Brasília - Equipe Maternidade Brasília Atualizado em 27/08/2026

Reprodução Humana

4 minutos de leitura

Como funciona a inseminação artificial? Entenda o processo

Veja como é o procedimento da inseminação artificial, quando é indicada e quando não é

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como funciona inseminação artificial

Técnica ajuda casais a engravidarem; veja como é o procedimento

A inseminação artificial, também conhecida por inseminação intrauterina (IIU), é um tratamento de reprodução assistida que coloca os espermatozoides diretamente dentro do útero. A técnica visa aumentar as chances de gravidez durante o período fértil da mulher.

É considerada de baixa complexidade, indicada principalmente para casos de infertilidade leve e costuma ser um dos caminhos entre os casais antes de procedimentos avançados.

A Maternidade Brasília conta com um Centro de Reprodução Humana pronto para atender esse tipo de demanda.

Para agendamentos, dirija-se ao Centro Médico, localizado em QNSW 6 Lote 11/12 – Sudoeste. Os atendimentos são realizados de segunda a quinta, das 8h às 18h e sábados das 8h às 17h. Ou ligue para: 4020-0057

Para calcular a data provável do parto, acesse nossa calculadora.

O que é a inseminação artificial?

Na inseminação artificial, o sêmen passa por um processo de seleção em laboratório, onde são escolhidos os espermatozoides mais móveis e saudáveis. Depois, esse material é inserido no útero por meio de um cateter fino. O procedimento é rápido e indolor.

A diferença para a fertilização in vitro (FIV) está no local onde a fecundação acontece. Na inseminação artificial, a fecundação ocorre dentro do organismo da mulher, nas próprias tubas uterinas, de maneira natural.

O objetivo dessa técnica é apenas facilitar o encontro entre óvulo e espermatozoide, reduzindo o caminho que ele precisa percorrer.

Como funciona a inseminação artificial?

O tratamento é dividido em etapas bem definidas, que costumam seguir uma certa ordem:

  • Estimulação ovariana: uso de medicamentos hormonais, em doses baixas, para estimular o desenvolvimento de um ou poucos folículos, que depois se tornam óvulos;
  • Indução da ovulação: aplicação de um hormônio que amadurece o óvulo, com a inseminação programada para acontecer horas depois;
  • Coleta e preparo do sêmen: coleta da amostra (do parceiro ou doador) e seleção dos espermatozoides com melhor mobilidade e qualidade;
  • Inseminação: introdução dos espermatozoides preparados no útero usando um cateter fino;
  • Teste de gravidez: após duas semanas, aproximadamente, é realizado um teste para confirmar ou não a gestação.

Em alguns casos, a mulher pode ovular normalmente. Nesses casos, o procedimento pode ser feito durante o ciclo natural, sem a administração de medicação para estimular os ovários.

É recomendado que os casais façam exames de sorologia para doenças infectocontagiosas, principalmente se tiveram contato com alguém doente nos últimos 15 dias antes do início do tratamento.

A inseminação artificial dói?

O procedimento é geralmente rápido e sem dor, mais parecido a um exame ginecológico comum. O desconforto costuma vir das etapas anteriores, como as injeções hormonais ou os exames de ultrassom transvaginal, que são usados para o acompanhamento do desenvolvimento dos folículos.

Quem pode fazer a inseminação artificial?

A indicação depende do caso, mas alguns cenários comuns são:

  • Infertilidade sem causa aparente, quando os exames não encontram um motivo claro para a dificuldade de engravidar;
  • Alterações leves no sêmen, que não compromete de maneira grave a qualidade dos espermatozoides;
  • Homens que não produzem espermatozoides (azoospermia) ou a qualidade é baixa;
  • Problemas leves de ovulação, que já foram corrigidos ou estão sendo controlados com medicações.

Para que a técnica funcione, é preciso que pelo menos uma das trompas esteja normal e sem obstrução. Do contrário, pode ser que o espermatozoide não consiga chegar ao óvulo. Por outro lado, a amostra coletada de sêmen precisa ter uma concentração e qualidade mínimas.

Casos de endometriose moderada a severa, trompas obstruídas e alterações graves no sêmen podem exigir outros tipos de tratamentos, como a fertilização in vitro.

Quando a inseminação artificial não é recomendada?

Além de uma trompa saudável e funcional e que o sêmen coletado apresente a concentração mínima e seja de qualidade, outros casos podem indicar o acompanhamento do especialista e sugerir outra via para a gravidez:

  • A mulher apresenta problemas recorrentes nas trompas (laqueadura e obstruções tubárias, gravidez ectópica, inflamações e infecções);
  • A mulher tem endometriose severa ou obstrução de órgãos importantes;
  • Alterações importantes no sêmen;
  • Portadores de doenças genéticas hereditárias.

Nesses casos, o especialista aconselhará a melhor maneira de lidar e qual técnica pode ser bem-sucedida.

Quais são as chances de sucesso com a inseminação artificial?

As chances costumam variar de acordo com a idade da mulher, causas da infertilidade e qualidade do sêmen usado. Por isso, casa caso exige uma avaliação individual, geralmente realizada por um especialista em reprodução humana. Esse médico analisará o histórico do casal e indicar o protocolo mais adequado antes de iniciar o tratamento.

Existem efeitos colaterais relacionados à inseminação artificial?

Alguns efeitos podem surgir durante o tratamento, como:

  • Inchaço abdominal ou das mamas;
  • Dores de cabeça;
  • Desconfortos abdominais.

Por outro lado, o organismo feminino pode responder de maneira excessiva aos medicamentos, o que pode causar a síndrome de hiperestimulação ovariana.

É importante ressaltar que esses efeitos colaterais são baixos e pouco frequentes.

Quando procurar um especialista em reprodução humana?

Se você e seu parceiro estão tentando engravidar há mais de um ano e sem sucesso, vale buscar uma avaliação especialidade. Na Maternidade Brasília, o Centro de Reprodução Humana e Infertilidade reúne uma equipe dedicada a esse acompanhamento, com protocolos individualizados para cada casal.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Como funciona a inseminação intrauterina? Disponível: https://sbra.com.br/como-funciona-a-inseminacao-intrauterina/. Acesso em: 25 ago. 2026.

Ombelet W, Van Robays J. Artificial insemination history: hurdles and milestones. Facts Views Vis Obgyn. 2015;7(2):137-43. PMID: 26175891; PMCID: PMC4498171. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4498171/#s6. Acesso em: 25 ago. 2026.

Mayo Clinic. Intrauterine insemination (IUI). Disponível: https://www.mayoclinic.org/tests-procedures/intrauterine-insemination/about/pac-20384722. Acesso em: 25 ago. 2026.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Inseminação artificial: o que você precisa saber. Disponível: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2018/inseminacao-artificial-o-que-voce-precisa-saber. Acesso em: 25 ago. 2026.

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