A época de temperaturas elevadas exige cuidados redobrados com a saúde íntima da mulher

As infecções ginecológicas são o motivo mais frequente que leva as mulheres adultas a buscarem uma consulta ginecológica. Esses quadros se manifestam quando há algum tipo de inflamação na vagina, às vezes também estendida ao colo do útero, causada por um ou mais agentes infecciosos, identificáveis ​​em microrganismos patogênicos de diferentes tipos e espécies.

Durante o verão, é comum que esses episódios ocorram com mais frequência. Isso se dá uma vez que, em condições normais, a vagina já hospeda alguns microrganismos inofensivos (ou apenas potencialmente patogênicos) dentro dela, mas normalmente inativos. Porém, o desequilíbrio causado por horas de exposição à umidez de uma roupa íntima ou biquíni, aumento da sudorese, roupas que não promovem uma transpiração adequada da área vaginal ou mesmo o contato com a areia da praia pode resultar em desequilíbrio fisiológico, abrindo espaço para uma infecção ginecológica.

Os principais tipos de infecção ginecológica

O Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, ginecologista da Maternidade Brasília, explica que as infecções ginecológicas mais comuns são a candidíase e a vaginose bacteriana, que não são consideradas infecções sexualmente transmissíveis e são muito prevalentes.

“A candidíase habitualmente se manifesta por meio de corrimento amarelo-esverdeado com grumos e seu principal sintoma é o prurido, ou coceira, na região íntima. O tratamento desse quadro é feito por meio de creme vaginal à base de antifúngico. Já a vaginose bacteriana pode ser identificada pela presença de um corrimento esbranquiçado fluido, e sua principal característica é o odor fétido. Seu tratamento é à base de creme vaginal com antibiótico, receitado pelo médico responsável pelo caso.”

O especialista alerta ainda que, em ambos os casos, é importante buscar ajuda profissional, uma vez que a diferenciação das infecções nem sempre é fácil, e o ginecologista é a pessoa capacitada indicada para fechar o diagnóstico de forma precisa e correta. É importante ressaltar que a Maternidade Brasília possui um quadro de ginecologistas totalmente preparados para realizar esse atendimento.

Como reconhecer essas complicações?

Como citamos anteriormente, na maioria dos casos, a paciente sente ardor na região genital, coceira e presença de uma secreção intensa, que pode apresentar cor e odor característicos. Alguns casos ainda vêm acompanhados de dor e desconforto ao urinar.

Diante desses sintomas de infecção ginecológica, a primeira coisa a fazer é, sem dúvida, marcar uma consulta com o seu médico ginecologista, que vai avaliar e investigar o tipo de infecção que você está enfrentando e traçar os próximos passos. Apesar de os tratamentos variarem muito, dependendo do patógeno desencadeador, independentemente do quadro, é importante destacar: a tentativa de resolução por meio de métodos caseiros pode piorar a situação.

O que você pode fazer para se manter prevenida?

Aqui vão algumas dicas importantes para a prevenção de uma infecção ginecológica.

– Priorize roupas íntimas de algodão e não muito apertadas.

-Quanto às roupas de modo geral, evite usar leggings e calças justas e escolha peças que permitam mais ventilação e movimento, como vestidos ou saias.

-Mantenha hábitos de higiene adequados, com sabonetes íntimos ou neutros.

-Se puder, não fique longos períodos de biquíni ou maiô. “O calor e o sol somados ao uso de roupas de banho predispõem um ambiente propício à proliferação fúngica”, reforça o Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula.

-Não use desodorantes ou perfumes na mucosa vaginal.

-Use preservativo nas relações sexuais.

-Quando estiver “naqueles dias”, prefira usar absorventes internos aos externos.

-No momento de lavar as roupas, enxágue bem cada peça e, se possível, passe-as com um ferro a vapor para eliminar quaisquer fungos.

-“Hoje contamos com uma nova possibilidade de prevenção: a vacina contra a candidíase, já disponível em algumas instituições”, pontua o ginecologista.

Fonte: Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, ginecologista da Maternidade Brasília.